quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

EDUCAÇÃO AMBIENTAL – CONSTRUINDO CIDADANIA
Autora: Cristiane Ermandina de Freitas

À educação foi dada a incumbência de ser o agente de mudanças desejáveis na sociedade, e a ela se acoplaram as educações: sexual; antidroga; para o trânsito; para a saúde; higiene, AMBIENTAL e outros. Dentre elas, nenhuma tem um apelo tão premente e globalizador quanto a Educação Ambiental, mesmo porque, pela sua própria natureza integradora, permeia várias áreas, e também desencadeia um efeito muitíssimo devastador quando falha no seu objetivo de desenvolvimento da consciência crítica, pela sociedade, em relação à problemática ambiental e aos seus aspectos socioculturais, econômicos, políticos, científicos, tecnológicos, ecológicos e éticos. “Na verdade, existe a Educação, e esta, quando fiel à sua natureza integradora, incluiria tudo”.A Constituição Federal, ao consagrar o Meio Ambiente ecologicamente equilibrado como um direito do cidadão, estabelece vínculo entre qualidade ambiental e cidadania. Para garantir a efetividade desse direito, a Carta Magna determina como uma das obrigações do Poder Público à promoção da Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública.Existe hoje uma certa confusão conceitual, não só no que diz respeito ao ensino de ecologia e da Educação Ambiental, bem como no que se refere ao profissional da ecologia - ecólogo - e ao militante político – ecologista. Isto ocorre, ainda, em relação ao termo meio ambiente que, por sua vez, nos remete à Educação Ambiental. O termo meio ambiente está constantemente presente nos meios de comunicação de massa, no discurso dos políticos e dos militantes verdes, nos livros didáticos, nas artes plásticas, na música, no cinema, no teatro entre outros.Atualmente a Educação Ambiental assume um caráter mais realista, buscando um equilíbrio entre o homem e o meio ambiente, visando a construção de um futuro pensado e vivido, numa lógica de progresso e desenvolvimento, por isso é preciso uma mudança no comportamento do humano em relação ao meio ambiente.A Educação Ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal. Com essa diretriz, os sistemas de ensino tem obrigação legal de promover oficialmente a pratica de Educação Ambiental (MEC, 2001, p. 15).A Educação Ambiental tem como objetivo levar os indivíduos e os grupos associados a tomarem consciência do meio ambiente global, e de problemas conexos, e de a ele se mostrarem sensíveis. Isto significa que a Educação Ambiental deve procurar chamar a atenção para os problemas planetários que afetam a todos, pois a camada de ozônio, o desmatamento da Amazônia, as armas nucleares, o desaparecimento de culturas milenares e outros são questões só aparentemente distantes da realidade dos alunos.A escola é o espaço social e o local onde o aluno dará seqüência ao seu processo de socialização. O que nela se faz, se diz e se valoriza representa um exemplo daquilo que a sociedade deseja e aprova. Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis assim como na comunidade onde vivem.Diante de um processo de implementação efetiva da Educação Ambiental nas escolas, evidentemente, posicionamo-nos por um que não seja hierárquico, agressivo, competitivo e exclusivista, mas que seja levado adiante fundamentado pela cooperação, participação e pela geração de autonomia dos atores envolvidos.Projetos impostos por pequenos grupos ou atividades isoladas, gerenciadas por apenas alguns indivíduos da comunidade escolar – como um projeto de coleta seletiva no qual a única participação dos discentes seja jogar o lixo em latões separados, envolvendo apenas um professor coordenador – não são capazes de produzir a mudança de mentalidade necessária para que a atitude de reduzir o consumo, reutilizar e reciclar resíduos sólidos se estabeleça e transcenda para além do ambiente escolar. Portanto, deve-se buscar alternativas que promovam uma contínua reflexão que culmine na metanóia (mudança de mentalidade); apenas dessa forma, conseguiremos implementar, em nossas escolas, a verdadeira Educação Ambiental, com atividades e projetos não meramente ilustrativos, mas fruto da ânsia de toda a comunidade escolar em construir um futuro no qual possamos viver em um ambiente equilibrado, em harmonia com o meio, com os outros seres vivos e com nossos semelhantes.O professor precisa ter um bom nível de conhecimento das estratégias didáticas e métodos de ensino que fazem com que um conteúdo complexo seja compreensível e interessante para os estudantes e que promovam um desenvolvimento conceitual do conteúdo e das estruturas mentais do aluno ao mesmo tempo proporcionando o desenvolvimento integral dos alunos e o exercício prático da cidadania.A Educação Ambiental busca a construção da consciência de que precisamos viver em um mundo diferente, transformador, harmônico, eqüitativo. O trabalho do professor não deve se imitar ao puro raciocínio lógico formal, nem a transmissão dos conteúdos programáticos. O trabalho não precisa ser feito de forma rígida e normativa para ser levado a sério, ele pode ser feito por meio de prática e atividades que envolvam os alunos a participarem.A educação ambiental não é neutra, mas ideológica. É um ato político, baseado em valores para a transformação social. A educação ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente tais como população, saúde, paz, direitos humanos, democracia, fome, degradação da flora e fauna devem ser abordados dessa maneira.É desejável que a comunidade escolar possa refletir conjuntamente sobre o trabalho com o meio ambiente, sobre os objetivos que se pretende atingir sobre as formas de conseguir isso, esclarecendo o papel de cada um nessa tarefa. O convívio escolar é decisivo na aprendizagem de valores sociais e o ambiente escolar é o espaço de atualização mais imediato para os alunos.A educação ambiental ressalta as regularidades, e busca manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas do planeta Terra. O dever de reconhecer as semelhanças globais, enquanto se interagem efetivamente com as especificidades locais, é resumido no seguinte lema: Pensar globalmente, agir localmente.A chave para o desenvolvimento é a participação, a organização, a educação e o fortalecimento das pessoas. O desenvolvimento sustentável não é centrado na produção, e sim nas pessoas. Deve ser apropriado não só aos recursos e ao meio ambiente, mas também à cultura, história e sistemas sociais do local onde ele ocorre.



Mãe da Terra... Mãe do chão

Pego o meu terço e faço uma oração.
À Nossa Senhora padroeira da nação.
Mãe dessa Terra e também desse chão.
Olha este solo que não dá mais arroz.
E nem tão pouco feijão.
Mãe Aparecida olha esta terra.

Que está perdendo o pão.
Cadê a beleza, da natureza.
Do povo da Nação.
Já não há mais peixes, nem pescadores.
E a água seca no chão.
Oh! Mãe deste solo.
Dai consciência para a preservação.
É uma vergonha essa situação.

O meio ambiente é só poluição.
Tenha consciência e amor à Nação.
Pense duas vezes ao sujar o Chão.
Autor: Robert Nunes
Os versos de “Mãe da Terra... Mãe do chão” foram premiados, em 2007, no VII Festival de Música Mariana “Uma canção para a padroeira”. Seu objetivo é promover o pensamento reflexivo dos jovens sobre as questões ambientais relacionadas à terra, água, poluição, etc.

Fonte dos dois textos acima: Site Cursos Cened

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Genomas de vespas são publicados e despontam como modelo

Elas são minúsculas e letais; e o manejo bem feito de suas populações pode evitar bilhões de dólares de prejuízos na agricultura, além de proteger a saúde de seres humanos.
As vespinhas do gênero Nasonia estão entre os maiores aliados do homem no mundo dos insetos, embora seja difícil no dia-a-dia reconhecer esses bichos, alguns com o tamanho de uma cabeça de alfinete.Mas sua importância para a ciência é tanta que nada menos que três espécies do gênero tiveram seu genoma sequenciado por um consórcio internacional de mais de 150 pesquisadores, incluindo alguns de instituições brasileiras: Nasonia vitripennis, N. giraulti, e N. longicornis.
Começou a publicação de artigos científicos sobre o sequenciamento, com a sua descrição na revista "Science" e outro na revista "PLoS Genetics". Nas próximas semanas mais artigos vão surgir sobre um inseto que tem potencial de rivalizar com as famosas moscas-das-frutas na atenção dos geneticistas.As Nasonia agem de modo diabólico e, numa visão antropocêntrica, extremamente cruel. A vespinha parasitóide pica sua vítima --que pode ser um ovo, uma pupa ou larva de outro inseto-- e deposita seus ovos. A vítima continua viva e vai sendo comida aos poucos pelas larvinhas da vespa.A iniciativa de sequenciar o genoma da Nasonia foi de John Werren, da Universidade de Rochester, no Estado de Nova York, e Stephen Richards, do Baylor College of Medicine, de Houston, no Texas."Existem mais de 600 mil espécies dessas incríveis criaturas, e nós devemos muito a elas. Se não fosse pelos parasitóides e outros inimigos naturais, nós estaríamos cheios até o joelho em insetos pragas", declarou Werren."Estas vespas são capazes de parasitar várias espécies de moscas, mas existe certa preferência por algumas espécies. Selecionar ou criar linhagens mais eficientes no ataque de determinada espécie é uma das possibilidades, mas não há pesquisa suficiente ainda para determinar os critérios de seleção para estes programas de melhoramento genético", afirma o brasileiro Alexandre dos Santos Cristino, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP."De fato, o sequenciamento do genoma é o primeiro passo para isto, já que revela o conteúdo genético que pode ser potencialmente modificado", continua Cristino. O grupo do Departamento de Biologia da USP de Ribeirão Preto também participou da publicação do genoma de abelha Apis mellifera, publicado em 2006.Além de facilitar o estudo com as vespas e o grande potencial de aplicação na melhoria do controle de pragas agrícolas, o sequenciamento do genoma e a identificação dos genes vai facilitar estudos básicos em genética e evolução.Sexo determinadoUm detalhe curioso é a diferença no material genético de machos e fêmeas.
As vespas Nasonia são "haplodipóides", isto é, os machos têm apenas um conjunto de cromossomos (são "haplóides"), as estruturas que abrigam os genes; já as fêmeas têm, assim como os seres humanos, dois conjuntos de cromossomos (são "diplóides").Isso ocorre porque as fêmeas saem de ovos fertilizados, enquanto machos surgem de ovos que não o foram."Compreender como os organismos controlam a determinação do sexo é uma das questões mais importantes para as ciências biológicas", afirma Cristino."Sabemos agora que, para produzir um organismo viável, não é necessário ter os dois conjuntos de cromossomos de origem paterna e materna, basta um para ter todas as instruções de como construir um organismo", diz ele.Lado humanoApesar do tamanho diminuto, as vespinhas têm um belo genoma: 17 mil genes. A análise revelou que 12% deles se encontram só nestas vespas e 2,4% se encontram somente em insetos himenópteros (vespas, abelhas e formigas)."E 40% destes genes também são encontrados em humanos. Esta vespa possui mais genes em comum com humanos do que todos os outros insetos com genomas sequenciados até agora", diz outro autor, Francis Morais Franco Nunes, também da USP de Ribeirão Preto.A equipe de instituições brasileiras estudou um grupo de genes essenciais para o ciclo de vida dos insetos, que codificam proteínas chamadas "hexamerinas", usadas como reserva de aminoácidos para a construção de estruturas do organismo durante a metamorfose. São genes essenciais para os insetos atingirem o estágio adulto.Já veneno da vespa é fundamental para ela paralisar o inseto alvo e poder depositar ovos. Metade dos genes que codificam moléculas do veneno das Nasonia era desconhecida antes do sequenciamento.Há enorme variação no modo de ação dos venenos. Segundo os pesquisadores brasileiros, ele pode agir ao parar o desenvolvimento da pupa, alterar a fisiologia e o crescimento do organismo, suprimir a resposta imune, paralisar, causar morte celular e até mesmo provocar alterações do comportamento.Ou seja, as vespinhas são donas de uma farmacopeia com excelente potencial para a elaboração de novas drogas.
Fonte: BOL Notícias - 18/01/2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pesquisa: Percevejos de cama

A família Cimicidae (Heteroptera) é composta por um pequeno grupo de insetos conhecidos pelo nome genérico de “percevejos de cama”. A importância desta família para a saúde pública relaciona-se essencialmente ao fato dos percevejos de cama serem hematófagos. Duas espécies, Cimex lectularius e Cimex hemipterus, apresentam conhecida preferência pela ingestão de sangue humano, característica que as confere o status de praga urbana.
A associação destes insetos com as pessoas gera grande incômodo, uma vez que durante o repasto sanguíneo pode originar graves reações alérgicas em indivíduos mais sensíveis, causando irritação, edema e prurido intenso. Nos últimos anos o número de ocorrência de infestações no país vem apresentando crescimento contínuo se manifestando em locais adequadamente higienizados, e que possuem um grande fluxo de pessoas, como hotéis, hospitais, laboratórios e aeroportos, além de regiões com baixo nível social e sanitário, além de regiões com baixo nível social e sanitário.
O médico veterinário Luis Gustavo Grijota Nascimento, e o professor titular José Maria Soares Barata, estão realizando uma pesquisa para melhor compreensão da atual situação da família Cimicidae no Brasil, que se faz necessária para contribuir de maneira substancial para estudos biológicos, ecológicos e comportamentais que possam fornecer subsídios para a avaliação da importância epidemiológica das espécies desta família.
Deste modo, solicitam ajuda das empresas de controle de pragas que eventualmente capturem estes insetos, enviando amostras destas, assim como poderão acompanhar em São Paulo/SP o controlador de pragas até a casa do cliente para realizar a coleta dessas pragas e acompanhar o serviço de controle.
Para mais informações, segue abaixo o contato dos pesquisadores e o destinatário para o qual deverão ser encaminhados os exemplares capturados.

Professor Titular José Maria Soares Barata
cel: 55(11) 8933-0457

Médico veterinário Luis Gustavo Grijota Nascimento
e-mail: luisgustavonascimento@gmail.comlgnascimento@usp.br
cel: 55(11) 7210-5910

Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Laboratório de Entomologia de Saúde Pública (LESP)
Endereço: Av. Dr. Arnaldo, 715 - Cerqueira César
CEP: 01246-904 - São Paulo / SP
Tel: 55(11) 3061-7714 / FAX: 55(11) 3081-2108
Fonte: Site Pragas On Line

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PLANTAS MEDICINAIS

INTRODUÇÃO

A utilização das plantas como medicamento provavelmente seja tão antiga quanto o aparecimento do próprio homem.
A evolução da arte de curar possui numerosas etapas, porém, torna-se difícil delimitá-las com exatidão, já que a medicina esteve por muito tempo associada a práticas mágicas, místicas e ritualísticas.
A preocupação com a cura de doenças, ao longo da história da humanidade, sempre se fez presente. Sabemos que os alquimistas, na tentativa de descobrir o "elixir da vida eterna", contribuíram e muito na evolução da arte de curar.
Um grande avanço na terapia foi dado por Paracelso que defendia a teoria da "assinatura dos corpos", segundo a qual as plantas e animais apresentavam uma "impressão divina" que indicava suas virtudes curativas.
De acordo com essa teoria, a semelhança da forma das plantas aos órgãos humanos determinam o seu efeito curativo sobre estes como, por exemplo, algumas hepáticas, apresentando formato parecido a um fígado, eram utilizadas para curar moléstias de tal órgão.
As plantas pelas suas propriedades terapêuticas ou tóxicas adquiriram fundamental importância na medicina popular.
A flora brasileira é riquíssima em exemplares que são utilizados pela população como plantas medicinais.
Toda planta que é administrada de alguma forma e, por qualquer via ao homem ou animal exercendo sobre eles uma ação farmacológica qualquer é denominada de planta medicinal.
Segundo VON MARTIUS, as plantas medicinais brasileiras não apenas curam, mas realizam milagres.
As plantas medicinais sempre foram objeto de estudo na tentativa de descobrir novas fontes de obtenção de princípios ativos.
Através dos dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), constata-se que o uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido muito significativo nos últimos anos, sendo que este uso tem sido incentivado pela própria OMS.
As planta produzem substâncias responsáveis por uma ação farmacológica ou terapêutica que são denominadas de princípios ativos.
A fitoterapia é o tratamento das doenças, alterações orgânicas, por meio de drogas vegetais secas ou partes vegetais recém colhidas e seus extratos naturais.
O conhecimento das propriedades medicinais das plantas, dos minerais e de certos produtos de origem animal é uma das maiores riquezas da cultura indígena. Uma sabedoria tradicional que passa de geração em geração.
Vivendo em permanente contato com a natureza, os índios e outros povos da floresta estão habituados a estabelecer relações de semelhança entre as características de certas substâncias naturais e seu próprio corpo.
O índio tem um profundo conhecimento da flora medicinal, e dela retira os mais variados remédios, que emprega de diferentes formas .
As práticas curativas das tribos indígenas estão profundamente relacionadas com a maneira que o índio percebe a doença e suas causas. Tanto as medidas curativas como as preventivas são realizadas pelo pajé, sendo estes rituais carregados de elementos mágicos e místicos que refletem o modo de ser do índio e o relacionamento deste com o mundo.
Segundo LELONG, na filosofia indígena as plantas são responsáveis pela cura devido à presença de um espírito inteligente.
O que os índios denominavam de espírito inteligente, hoje, graças aos estudos farmacológicos, sabe-se que nada mais é do que o princípio ativo, produzido pelos vegetais. A evolução e o uso de plantas medicinais pelo homem está associado a sua evolução antropológica, da época em que era um simples nômade até tornar-se um espécime sedentário. Com a fixação de moradia, surgiram as mais variadas necessidades e outras se acentuaram, assim o uso ficou comprovado através da experimentação, observação e necessidade, através de erros e acertos.
Além do metabolismo primário, as plantas produzem também substâncias resultantes do metabolismo secundário. Este metabolismo secundário se diferencia do primário, basicamente por não apresentar reações e produtos comuns à maioria das plantas, sendo portanto específico de determinados grupos.
Os compostos secundários podem ter utilidade, para o homem, medicinal ou tóxica e, para a planta, existe uma interação com o ambiente no sentido de proteção contra predadores ou como atrativo de polinizadores.
Plantas aromáticas são assim denominadas pois armazenam óleos essencias em células secretoras individuais ou formando estruturas como dutos ou canais, tricomas glandulares e outras. Tais estruturas secretoras podem encontrar-se distribuídas por todo o vegetal.
Apesar de muitas plantas serem úteis ao homem, existem algumas que produzem substâncias que exercem efeitos tóxico e por isso são denominadas de plantas tóxicas ou venenosas.

OBTENÇÃO DAS PLANTAS MEDICINAIS

As plantas medicinais podem ser adquiridas nas casas de ervas ou podem ser coletadas no campo, sejam silvestres ou cultivadas em jardins ou hortos.

PLANTAS MEDICINAIS CULTIVADAS EM CANTEIROS

As plantas medicinais, por possuirem ciclo curto, podem ser tratadas como as hortaliças.
Para cultivá-las em canteiros, estes deverão possuir 1 m de largura e comprimento variável, tendo uma distância de 50 cm entre eles, com a finalidade de possibilitar a movimentação.
O espaçamento utilizado normalmente é de 20 cm entre as plantas de espécies de porte baixo e de 30 cm entre sulcos. Para plantas mais altas, que atinjam 1 m de altura, deve-se usar 35 cm entre as plantas e 50 cm entre as linhas. Para as plantas que chegam a 2 m de altura, usar 50 cm entre as mesmas e 70 cm entre sulcos.
Os canteiros são normalmente utilizados para plantas de pequeno porte e anuais.

PLANTAS MEDICINAIS CULTIVADAS EM VASOS OU FLOREIRAS

Nos vasos, ou nas floreiras podem ser plantados sementes ou mudas de plantas medicinais.
Existem vasos e floreiras de todas as formas, tamanhos e tipos de material. Quando se trata plantas individuais, o mais fácil e prático é provavelmente plantá-las em vasos.
Conforme o tipo de material da qual é feita o futuro vaso ou jardineira, torna-se necessário um pequeno tratamento prévio. Seja para assegurar que eles tenham uma vida útil mais longa, seja para possibilitar às plantas melhores condições de cultivo:
{ Vasos de barro que nunca foram usados devem ser mergulhados em água por 24 horas, para evitar que absorvam a umidade do solo.
{ Materiais como xaxim e coxim (fibra de coco) também devem ser previamente encharcados, do contrário tenderão a ficar ressecados.
{ Vasos de metal, em princípio, não deveriam ficar em contato direto com as terra, Se isso ocorrer, a tendência natural é que venham a enferrujar. Portanto, o melhor seria forrá-los internamente com um saco plástico e só depois colocar a terra.
{ Plásticos, fibras de vidro para vasos, fibrocimento e cimento são materiais que não requerem nenhum tratamento antes do plantio.
{ Vasos ou jardineiras de madeira exigem sempre impermeabilização, com selador, antes de ser pintada com verniz.
Todos os vasos ou jardineiras precisam ter buracos de drenagem e (exceto os cestos) uma camada de cascalho, perlite ou cacos partidos no fundo, para não haver excesso de água, devendo ser cheios com uma boa mistura de terra.
Pode fazer-se esta mistura com uma parte de terra comum de jardim, uma parte de esterco ou composto orgânico e uma parte de areia grossa de construção.
Devem cultivar-se com maior abundância as plantas que são utilizadas com mais freqüência.
Num vaso podem plantar manjericão ou manjerona. Quanto ao coentro e salsa é melhor partilharem outro vaso, pois todas estas gostam de lugares iluminados, mas onde o sol não bata contentemente, dando-se melhor com um meio um pouco mais fresco e molhado do que o primeiro.
Também há muitas variedades de hortelã que podem ser cultivadas no mesmo vaso, pois todas apreciam um solo moderadamente molhado e tendem a dispersar as raízes.
Já o alecrim, a sálvia, a alfazema devem ser cultivadas sozinhas.
No cuidado dispensado às plantas, as regas constituem uma das coisas mais importantes. Nem água demais, nem de menos, o melhor é verificar a umidade do solo todos os dias no verão, de 3 em 3 dias na primavera e no outono, enquanto que no inverno, apenas uma vez por semana é o suficiente.
A adubação do solo deve ser feita de seis em seis meses, incorporando à terra composto orgânico ou esterco de gado curtido.
No caso de aparecerem pragas como pulgões, cochonilhas, tripes nas plantas use o inseticida caseiro que é constituído de: 35 g de fumo de corda picado bem fino, 26 g de sabão de potássio neutro em pó e 50 ml de álcool, diluídos em 8 litros de água

PLANTAS MEDICINAIS COLETADAS NO CAMPO

Ao coletar as plantas medicinais no campo são necessário saber que os vegetais das quais se utilizam:
a) as folhas devem geralmente, ser recolhidas antes da floração;
b) as flores ou as sumidades floridas devem ser recolhidas no início da floração;
c) os frutos devem ser colhidos no início da maturação;
d) as raízes devem ser retiradas do solo quando o talo murcha, ou no começo da primavera, antes que haja rebrotado.
Na coleta das plantas medicinais é preciso tomar algumas precauções, que são:
{ Não devem ser coletadas plantas encontradas próximas de rodovias e plantações pois estas podem apresentar danificações provocadas pelos gases liberados dos escapamentos dos automóveis e, no segundo caso, podem estar impregnadas com produtos químicos utilizados como adubos ou inseticidas;
{ É necessário tomar cuidado para que as plantas que se coletem não se sujem mutuamente com a terra;
{ Fazer desde o momento da coleta, a triagem dos fragmentos que possam proceder de outras plantas;
{ Não coletar plantas ou partes de plantas que estejam rigorosamente limpas. Vigiar particularmente as deposições de animais;
{ Selecionar somente plantas sãs, sem manchas e não atacadas por insetos;
{ Evitar as que se encontram nas proximidades de fungos;
{ Não comprimí-las para que não murchem, o que as faria perder uma boa parte de seu aroma;
{ Preparar para a dessecação o mais rápido possível, para evitar que apareçam bolores ou fermentações.

PROCESSAMENTO DAS PLANTAS MEDICINAIS

Após a obtenção das plantas medicinais, normalmente o material pode seguir três caminhos: uso direto do material fresco, extração de substâncias ativas ou aromáticas do material fresco e secagem do material fresco. Este último destino é o que requer mais atenção, por preservar os materiais, possibilitando o uso das plantas a qualquer tempo, dentro dos prazos normais de conservação.
Antes de submeter as plantas à secagem, deve-se adotar alguns procedimentos básicos para se obter um produto de boa qualidade, independente do método a ser empregado. São eles:
{ não lavar as plantas antes da secagem, exceto no caso de determinados rizomas e raízes;
{ devem-se separar a plantas se espécies diferentes;
{ as plantas colhidas e transportadas ao local de secagem não devem receber raios solares;
{ antes de submeter as plantas à secagem, deve-se fazer a eliminação de elementos estranhos (terra, pedras, outras plantas, etc.) e partes que estejam em condições indesejáveis (manchadas, danificadas, descoloridas, etc.);
{ as plantas colhidas inteiras devem ter cada parte (folhas, flores, sementes, frutos e raízes) seca em separado e conservada em recipientes individuais;
A secagem pode ser conduzida em condições ambientais ou com o uso de estufas, secadores, etc.
A secagem natural é um processo lento e deve ser conduzida à sombra, em local ventilado, protegido de poeira e do ataque de insetos e outros animais. Esse processo de uso doméstico, é recomendado para regiões que apresentam condições climáticas favorá-veis, relacionadas principalmente com a ventilação.
Nesse processo, deve-se espalhar o material a ser seco em camadas finas, permitindo assim a circulação de ar entre as partes vegetais e uma secagem mais uniforme. Para isto podem ser utilizados bandejas com fundo de tela plástica fina, aço inoxidável ou tecido com caractéristicas semelhantes.
Outra maneira prática consiste em espalhar em camada fina o material em uma mesa ou bancada forradas com papel, em ambiente abrigado do sol e com ventilação.
A secagem artificial de plantas medicinais é fundamentada no aumento da capacidade do ar de retirar a umidade da palnta. Assim, utilizam-se métodos que elevam a temperatura e promovem a ventilação ou simplesmente reduzem a umidade relativa do ar. O aumento da temperatura vai também reduzir a umidade relativa do ar, enquanto a ventilação vai facilitar a homogenização do ar de secagem em toda a massa de plantas secagem. A temperatura utilizada varia de 35 a 45ºC. Temperaturas acima de 45ºC danificam os órgãos vegetais e seus conteúdos, pois proporcionam "cocção" das palntas e não uma secagem, apesar de inativarem maior quantidade de enzimas, A secagem artificial origina material de melhor qualidade por aumentar a rapidez do processo. A secagem artificial origina material de melhor qualidade por aumentar a rapidez do processo.

MANIPULAÇÃO DAS PLANTAS MEDICINAIS

1 - CATAPLASMAS

Preparações para uso externo, de consistência mole e compostas de pós ou farinhas diluídas em água, cozimentos, infusões, vinho ou leite. São preparados a quente ou, muito raramente, a frio.
É obtido por diversas formas:
amassar as ervas frescas e bem limpas e aplicá-las diretamente sobre a parte afetada ou envolvidas em um pano fino ou gaze;
reduzi-las em pó, misturá-las em água, chá ou outras preparações e aplicá-las envoltas em pano fino sobre as partes afetadas e
pode-se ainda, utilizar farinha de mandioca ou fubá de milho e água, geralmente quente, com a planta fresca ou seca triturada.

2- CONTUSÃO

Consiste em colocar a substância dentro de um gral e fazer com que atue sobre ela a mão ou pilão perpendicularmente, com bastante força, para destruir a coesão das moléculas. A sustância deve obter a consistência de pó ou pasta.

3 - DECOCÇÃO

É a fervura da substância, para dissolvê-la pela ação prolongada da água e do calor. Utilizada sobretudo no caso das sementes de cereais, a decocção pode ser leve ou branda, carregada ou concentrada, conforme sua duração (de apenas alguns minutos a várias horas) e a saturação do líquido empregado.

4 - INALAÇÃO

Na inalação é utilizada a combinação de vapor de água com sustâncias voláteis das plantas aromáticas. Para direcionar o vapor é utilizado um cone de papelão colocado sobre com a base maior voltada para o recepiente e a base menor voltada para cima.
Normalmente esse processo é recomendado para para problemas respiratórios.

5 - INFUSÃO

Esse processo é indicado particularmente para as plantas aromáticas.
A substância é colocada numa vasilha, que depois recebe água fervente e posteriormente é tampada. Após descansar por um certo tempo, a mistura é coada. O tempo de infusão varia de 10 a 15 minutos (para folhas ou flores) a várias horas (no caso de raízes).

6 - FILTRAÇÃO

Seu objetivo é separar o líquido (solução, sumo, tisanas, tinturas, azeites, xarope) de certas partículas que se encontram em suspensão. Quando não se exige uma perfeita transparência do líquido, substitui-se a filtração pela coadura. Para a primeira utiliza-se papel de filtro e na segunda, emprega-se tecidos de lã, pedaços de algodão.

7 - MACERAÇÃO

Neste processo, a substância vegetal é deixada em contato com o veículo (líquido usado para dissolver o princípio ativo, como por exemplo: álcool, óleo, água ou outro líquido extrator), em temperatura ambiente. O período de maceração depende do material a ser utilizado. Folhas, flores e outra partes tenras são picadas e ficam macerando por 10 a 12 horas, enquanto partes mais duras ficam macerando por 18 a 24 horas. Embora lenta, a maceração é um método excelente para obter o princípio ativo em toda sua integridade.

8 - SUCOS

É um processo para ser utilizado imediatamente. Na preparação são utilizados frutos moles e maduros espremidos em pano ou ou folhas, flores e sementes triturados em liquidificador ou pilão. Nesses sucos podem ser adicionados água ou não.

9 - VINHOS MEDICINAIS

São preparações que resultam da ação dissolvente do vinho sobre as substâncias vegetais. O vinho utilizado deve ser puro, com alto teor alcoólico; tinto para dissolver princípios tônicos ou adstringentes e branco quando se deseja obter um produto diurético.
O método para se obter vinhos medicinais é muito simples: adiciona-se 5g de uma ou mais ervas secas, bem limpos e picados para cada 100ml de vinho e macera-se em recipiente bem tampado e em local escuro, por um período de 10 a 15 dias, sendo agitado uma ou duas vezes diariamente. Depois de filtrado, o produto deve ser conservado em local arejado.

10 - TINTURAS

A preparação de tinturas a partir de substâncias é um processo minucioso e delicado que consiste em misturar partes de plantas secas e dividas em álcool de pureza absoluta, onde o contato deverá ser mais ou menos prolongado para permitir uma melhor extração dos princípios ativos (8 a 15 dias).
Para obter as tinturas deve-se:
plantas frescas - utilizar a proporção de 50% em peso de plantas em relação ao álcool a 92ºGL, em volume, isto é, 500g de planta fresca em 1000 ml de álcool;
plantas secas - usar a proporção de 25% em peso de plantas secas em relação à mistura álcool-água, na proporção de sete partes de álcool a 92ºGL e três partes de água destilada ou fervida, em volume, ou seja, 250g de plantas secas em 700ml de álcool a 92ºGL e 300 ml de água.
Após a obtenção da tintura, filtra-se e o resíduo é espremido em uma prensa, para extrair o líquido que ainda esteja presente.
As tinturas alcoólicas conservam os princípios ativos por muitos anos e são utilizadas em pequena quantidade para uso interno (puras ou diluídas) e externamente em maiores quantidades (puras ou diluídas).

11 - TISANAS

Nome genérico dado às soluções, macerações, infusões e decocções preparadas com plantas medicinais. Quando a elas se agregam xaropes, tinturas, extratos ou outros ingredientes, as tisanas são chamadas de poções.

12 - TORREFAÇÃO

Este processo possui dois objetivos: retirar a água de certas substâncias e submetê-las a um princípio de decomposição que modifica algumas de suas propriedades.
O agente no processo da torrefação utilizado é o fogo. O café após a torrefação torna-se aromático, o ruibarbo perde suas qualidades laxantes e o ópio seu princípio viscoso.

13 - UNGÜENTO E POMADAS

Medicação imediata, podendo ser guardada por tempo determinado. É preparado através da mistura do suco, tintura ou chá da planta medicinal com vaselina ou lanolina.
As pomadas e os ungüentos permanecem mais tempo sobre a pele, devem ser usados a frio e renovados duas ou três vezes ao dia.

14 - XAROPE

Preparação de uso mais prolongado, usado principalmente para doenças da garganta, pulmão e brônquios. Para prepará-lo são necessários dissolver açúcar em água e aquecer até a obtenção de ponto de fio e depois acrescentar a tintura do vegetal na preparação.

OS EFEITOS DAS PLANTAS MEDICINAIS

Abortivo: provoca a eliminação do feto
Adsorvente: elimina os gases acumulados
Anticatarral: Inibe a formação de catarro.
Antiespasmódico: evita ou alivia as cólicas e os espasmos (contrações musculares dolorosas).
Antiflatulento: elimina os gases intestinais.
Anti-reumático: combate o reumatismo e seus sintomas.
Antitussígeno: inibe a tosse.
Carminativo: elimina gases acumulados e favorece a digestão, diminuindo o inchaço abdominal, a flatulência e as dores.
Catártico: o mesmo que laxante ou purgativo.
Colagogo: favorece a eliminação do conteúdo das vias biliares.
Colerético: contrai a vesícula biliar para a eliminação de seu conteúdo.
Diaforético: provoca suor.
Diurético: faz urinar mais, auxilia a eliminação de líquidos pelos rins.
Drástico: purgante enérgico.
Emenagogo: estimula a menstruação (não é o mesmo que abortivo).
Emético: provoca vômito.
Emoliente: suaviza, amolece uma inflamação.
Estomacal: ajuda a digestão no estômago.
Estomáquico: favorece as funções digestivas; tonificante do estômago.
Expectorante: elimina a mucosidade do aparelho respiratório.
Febrífugo: abaixa a febre.
Galactogogo: aumenta a secreção do leite.
Hemostático: estanca as hemorragias.
Laxante: purgante de efeito brando, que induz a evacuação de fezes moles, não causando dor nem irritação intestinal.
Mucolítico: bloqueia a produção de muco; pode ser anticatarral.
Obstipante: prende os intestinos.
Sudorífico: o mesmo que diaforético.

CUIDADOS NO USO DAS PLANTAS MEDICINAIS

Muitas vezes escutamos as pessoas recomendarem o uso de plantas medicinais dizendo: "Se bem não fizer, mal também não fará." Infelizmete não é isso que ocorre, porque o uso inadequado de plantas medicinais pode muitas vezes não realizar o efeito desejado.
O uso de plantas medicinais, quando efetuado com critérios, só tem a contribuir para a saúde de quem o pratica.
Esses critérios se referem à identificação da doença ou do sintoma apresentado, conhecimento e seleção correta da planta a ser utilizada e uma adequada preparação.
As planta medicinais devem ser adquiridas, preferencialmente, por pessoas ou firmas idôneas que possam dar garantia da qualidade e da identificação correta. O ideal seria que as pessoas e instituições que fazem uso das plantas medicinais, mantivessem o cultivo das espécies mais utilizadas.
Na preparação, deve-se observar cuidadosamente a dosagem das partes vegetais e sua forma de uso.
As misturas de plantas no chá devem se restringir a um número pequeno de espécie com indicações e uso semelhantes.
A forma de uso e a freqüência também são importantes durante o tratamento. Não adianta ingerir um litro de chá de uma só vez, quando se deveria tomar a intervalos regulares de tempo durante o dia. Da mesma forma, uma planta recomendada exclusivamente para uso externo não deve ser administrada internamente.
O uso contínuo de uma mesma planta deve ser evitado. Recomenda-se períodos de uso máximo entre 21 e 30 dias, intercalados por um período de descanso entre 4 e 7 dias, permitindo que o organismo desacostume-se e, também, para que o vegetal possa atuar com toda a sua eficácia.
A adição de mel a chás e xaropes só deve ser feita depois que estes fiquem mornos ou frios.
A dosagem dos remédios caseiros feitos com plantas medicinais variam de acordo com a idade e com o tipo de metabolismo de cada pessoa.
O horário em que devem ser tomados os preparados fitoterápicos é muito importante para a obtenção dos efeitos desejados. Assim, têm-se as seguintes regras gerais:
^ desjejum - preparações os laxativos, depurativos, diuréticos e vermífugos;
^ duas horas antes de depois das refeições principais - preparações anti-reumáticas, hepatoprotetoras, neurotônicas e antitérmicas;
meia hora antes das refeições principais - preparações tônicas e antiácidas;
depois das refeições principais - preparações digestivas e contra gases;
antes de se deitar - preparações hepatoprotetoras e laxativos.
As dosagens dos fitoterápicos caseiros variam de acordo com a idade e metabolismo de cada indivíduo.
Para os chás (decocção, infusão e maceração) recomenda-se:
j de 6 meses de idade até 1 ano è 1 colher (café) do preparado 3 vezes ao dia (somente com acompanhamento médico);
j de 1 a 2 anos è ½ xícara (chá) 2 vezes ao dia;
j de 2 a 5 anos è ½ xícara (chá) 3 vezes ao dia;
j de 5 a 10 anos è ½ xícara (chá) 4 vezes ao dia;
j adultos è 1 xícara (chá) 3 a 4 vezes ao dia.
As informações sobre a dosagem de plantas medicinais são muito divergentes, principalmente quando se trata da medição de volumes com utensílios domésticos ou mesmo conversão de pesos em volumes e vice-versa. Recomenda-se que ao preparar decocções, infusões e macerações deve-se utilizar para material seco uma colher (chá) e para o vegetal fresco uma colher (sopa), ambos misturados em um litro de água.
Todo cuidado é pouco. Mas isso não impede de utilizarmos as plantas medicinais, desde que, estas sejam empregadas da maneira correta.

PRINCÍPIOS ATIVOS DAS PLANTAS MEDICINAIS

Os constituintes químicos, encontrados nos vegetais, são sintetizados e degradados por inúmeras reações que constituem o metabolismo das plantas. A síntese de compostos essenciais para a sobrevivência das espécies vegetais, tais como: açúcares, aminoácidos, ácidos graxos, nucleotídeos e seus polímeros derivados, faz parte do metabolismo primário das plantas. Enquanto que os compostos sintetizados por outras vias e que aparentam não ter grande utilidade na sobrevivência das espécies, fazem parte do metabolismo secundário, logo são denominados de compostos secundários.
Os metabólitos secundários são caracterizados por não serem vitais para as plantas, na maioria das vezes, como os alcalóides; por apresentar diferenças qualitativas e quantitativas entre as diferentes espécies, e ainda, por serem produzidos em pequenas quantidades.
A separação dessas duas vias metabólicas é muito discutida e, a classificação dos compostos em primários e secundários depende muito da importância de determinado composto para uma determinada espécie, assim como do estágio de desenvolvimento em que se encontra.
Segundo Mann (1987), há três pontos de origem e produção de compostos secundário (figura 1), diferenciados mediante seus precursores.
ácido shiquímico, como precursor de inúmeros compostos aromáticos;
aminoácidos, fonte de alcalóides e peptídeos;
acetato, que através de duas rotas biossintéticas origina compostos como poliacetilenos, terpenos, esteróides e outros.
A concentração de princípios ativos na planta depende, naturalmente, do controle genético e dos estímulos proporcionados pelo meio, como por exemplo fatores climático, edáficos (relacionados com o solo), exposições a microrganismos, insetos, outros herbívo-ros e poluentes.
Os estímulos proporcionados pelo meio são normalmente caracterizados como situações de "stress", isto é, excesso ou deficiência de algum fator de produção para a planta.
Dentre os fatores climáticos, o fotoperíodo ( número de horas de luz por dia necessário por uma planta para que possam florescer), a temperatura, o "stress" hídrico (deficiência de água no solo) podem determinar em determinadas espécies a época ideal de colheita onde poderá se obter uma maior quantidade do princípo ativo desejado.
Existem vários grupos de princípios ativos como por exemplo os alcalóides, os óleos essenciais, os taninos, as saponinas, os glicosídeos cardiotônicos, os flavonóides, etc.

BIBLIOGRAFIA

DI STASI, L.C.Plantas Medicinais: Arte e Ciência. Um guia de estudo interdisciplinar. São Paulo. Ed. UNESP. 230 p., 1996.
HOEHNE, F.C. Plantas e Substâncias Tóxicas e Medicinais. São Paulo. Ed. Graphicars. 1939.
MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M.; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas Medicinais. Minas Gerais. Ed. Universidade Federal de Viçosa. 220p., 1994.
MORGAN, R.Enciclopédia das Ervas e Plantas Medicinais. São Paulo. Hemus ed.. 555 p., 1994.
QUER, P.F. Plantas Medicinales. Barcelona. Ed. Labor. 1962.
SCHVARTSMAN, S. . Planta Venenosas. São Paulo. Ed. Sarvier. 176 p. 1979.
SOUSA, M.P.; MATOS, M.E.O ; MATOS, F.J. de A; MACHADO, M.I.L.; CRAVEIRO, A.A. Constituintes Químicos Ativos de Plantas Brasileiras. Ceará. Edições UFC. 416 p., 1991.
VIERA, L.S. Fitoterapia da Amazônia. São Paulo. Ed. Ceres. 347p., 1992.
TEXTO: MSc Flávia Cristina Sossae

FONTE: http://educar.sc.usp.br/biologia/prociencias/medicinais.html
AMBIENTAL EXPO 2010 é lançada em São Paulo e terá como tema central o tratamento de resíduos

A Reed Exhibitions Alcantara Machado e a ABDIB (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base) lançaram oficialmente a segunda edição da AMBIENTAL EXPO (Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente), que será realizada de 27 a 29 de abril de 2010, das 13h às 20h, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Participaram do lançamento: Eduardo Sanovicz e Daniel Zanetti, respectivamente Diretor de Feiras e Show Manager da Reed Exhibitions Alcantara Machado; Newton de Lima Azevedo, vice-presidente da ABDIB; Eduardo Jorge, Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo."A feira é uma oportunidade de educação ambiental para diversos públicos e por entender a sua importância a Prefeitura de São Paulo veio se juntar ao evento e ao seu conselho consultivo" afirmou o secretário.Com uma área prevista de 11.000 m², quase o dobro da edição anterior, a Ambiental Expo terá foco no tema resíduos. A expectativa da promotora é reunir na próxima Feira cerca de 150 expositores e receber um público de 9 mil visitantes. "A AMBIENTAL EXPO é uma feira para a indústria e para o governo, focada na geração de negócios, no conteúdo educacional do Congresso Ambiental, na interação com as esferas de governo municipal, estadual e federal e com diversas entidades setoriais. Além disso, teremos como foco motivador das discussões temas relacionados ao tratamento de resíduos, coincidindo com a Lei Geral de Resíduos que tramita no Congresso Nacional para aprovação", explica Eduardo Sanovicz, Diretor de Feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado.Durante o lançamento, Daniel Zanetti, Show Manager da AMBIENTAL EXPO, falou sobre os preparativos para a próxima edição, destacando a campanha de divulgação focada na captação de compradores qualificados que gerarão contatos com o poder de transformar seus negócios. Além disso, foi ressaltada a promoção internacional do evento, uma vez que a Reed Exhibitions Alcantara Machado possui escritórios e agentes comerciais em mais de 50 países."A AMBIENTAL EXPO é o local ideal para o lançamento de produtos, serviços, equipamentos e soluções para o desenvolvimento sustentável na nova economia, abrangendo a prevenção, tratamento e remediação nos setores de Resíduo, Saneamento, Ar, Solo, Energia e Ruído", acrescenta Zanetti.Lideranças do setor compõem conselho consultivo ambiental expo 2010O lançamento da AMBIENTAL EXPO 2010 serviu também para apresentar o novo Conselho Consultivo, cujo objetivo é trazer para o evento as informações e as demandas dos setores, permitindo um melhor alinhamento com as reais necessidades do mercado e propiciando um ambiente superior em conteúdo e contatos.Formado por representantes da indústria e governos municipal, estadual e federal, integram o Conselho: Antonio Bolognesi, da EMAE (Empresa Metropolitana de Água e Energia); Newton de Lima Azevedo, da ABDIB; Carlos Roberto Silvestrin, da COGEM; Yves Besse, da Cab Ambiental; Giancarlo Geli, da ABDIB; Eduardo Sanovicz e Daniel Zanetti, da Reed Exhibitions Alcantara Machado.Congresso Ambiental Expo 2010O 2º CONGRESSO AMBIENTAL EXPO terá a duração de três dias e ocorrerá simultaneamente à exposição, criando sinergia de negócios e apresentando as tendências e desafios do mercado para os próximos anos.Sob coordenação técnica da ABDIB, o CONGRESSO apresentará temas focados no aspecto macro econômico do meio ambiente e sua relação com as esferas governamentais e temas verticalizados para cada setor da feira: Ar, Água, Solo, Ruído, Resíduos e Energia.

Fonte: Antonio Alves - Coord. Comunicação (Reed Exhibitions Alcantara Machado)






Brasil compra 83 milhões de doses de vacina contra gripe A pandêmica

Total será disponibilizado por três fornecedores distintos. Mais recente acordo fechado pelo ministério prevê aquisição de 10 milhões de doses do Fundo Rotatório de Vacinas da OPAS. Imunização será feita em grupos prioritários a partir de março.
O Ministério da Saúde fechou acordo com três diferentes fornecedores de vacina contra o vírus da gripe pandêmica A(H1N1), o que garantirá ao país a aquisição total de 83 milhões de doses para sua estratégia de vacinação contra a gripe pandêmica, a ser realizada entre março e abril de 2010. Os laboratórios enviarão as doses ao ministério de maneira escalonada, entre janeiro e março. O investimento total do Ministério da Saúde, responsável também pela distribuição das vacinas aos estados, é de R$ 1,006 bilhão.
Pelo mais recente contrato, firmado na última semana, o Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) fornecerá 10 milhões de doses para o Brasil, o que representará um investimento de US$ 70 milhões de dólares (US$ 7 por dose) – o equivalente a R$ 122,5 milhões.
O Ministério da Saúde já havia comprado, em novembro de 2009, o primeiro lote de vacinas, com 40 milhões de doses, fornecidas pelo laboratório Glaxo Smith Kline (GSK). A compra foi fechada a partir do menor preço apresentado pelos concorrentes em um processo de compra emergencial. O custo unitário da dose nessa compra foi de US$ 6,43 – representando investimento global de US$ 257,2 milhões (R$ 444,7 milhões).
Além disso, o Ministério da Saúde encomendou 33 milhões de doses do Instituto Butantan, cuja primeira remessa, de cerca de 600 mil doses, deve ser entregue à pasta nos próximos dias. Essas doses foram negociadas pelo Ministério da Saúde, ao lado do Instituto Butantã, com o laboratório francês Sanofis-Pasteur – que já tem acordo de transferência de tecnologia com o Butantan para a vacina da gripe sazonal. O imunizante para gripe pandêmica que será fornecido pelo Butantan terá preço unitário de US$ 7,6 – representando investimento de US$ 250,8 milhões (R$ 438,9 milhões). Esse valor unitário, o mais alto, inclui o custo de transferência de tecnologia para produzir a vacina contra o vírus pandêmico.
Até o início de fevereiro, o Ministério da Saúde deverá anunciar, em detalhes, a estratégia nacional de vacinação contra a gripe pandêmica para o país. “O que é importante que todos saibam é que não há, neste momento, distribuição de vacina à população em nenhum estado brasileiro. As doses serão distribuídas nacionalmente quando houver estoque suficiente para viabilizar a estratégia de vacinação simultanamente em todo o país”, diz o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna.
Os grupos prioritários que receberão a vacina contra o vírus da gripe A (H1N1) serão estabelecidos com base em critérios epidemiológicos, observados durante a primeira onda da nova gripe, no inverno do ano passado; durante a segunda onda em curso no Hemisfério Norte; e em acordo com sociedades médicas, Conass (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde. Entre os grupos prioritários estão grávidas, trabalhadores de saúde envolvidos no atendimento aos pacientes, crianças entre 6 meses e 2 anos, indígenas e pessoas com doenças crônicas preexistentes (cardíacas, pulmonares, renais, metabólicas etc.).
Todo o investimento na aquisição da vacina contra a gripe pandêmica (R$ 1,006 bilhão) é de responsabilidade do Ministério da Saúde. Esse valor equivale a todo orçamento do Programa Nacional de Imunizações, que oferece vacinas contra doenças como poliomielite, febre amarela, hepatite, tétano, difteria, entre outras. Os recursos vêm do crédito suplementar de R$ 2,1 bilhões, aprovado em outubro do ano passado por medida provisória, para ações de enfrentamento da gripe pandêmica.
O ministério também adquiriu 83 milhões de seringas e agulhas, ao custo de R$ 40 milhões. Os insumos serão distribuídos às Secretarias Estaduais de todo o país, durante a vacinação. Além disso, no final de 2009, foram repassados R$ 11 milhões para os Estados iniciarem a preparação da vacinação.
Agência de Saúde
Fonte: revista fator brasil
Dobradinha de vírus H1N1 com bactéria piora gripe suína

Apesar do aparente fim do pânico mundial em relação à gripe suína, a doença ainda inspira cuidados, já que se trata de um vírus pouco conhecido.
Uma pesquisa na revista científica "PLoS One", assinada por pesquisadores nos EUA e na Argentina, dá mais um passo para tentar explicar por que a doença é inofensiva para alguns e letal para outros.
Segundo os pesquisadores, uma possibilidade é a ação conjunta do vírus H1N1 e da bactéria Streptococcus pneumoniae.
A presença dos dois vilões microscópicos no organismo dos mesmos pacientes pode estar por trás da violência inicial com que a doença atingiu Argentina, sugere a equipe liderada por Gustavo Palacios, da Universidade Columbia (EUA).
Afinal, embora o primeiro caso da doença tenha sido registrado no país apenas em 17 de maio de 2009, dois meses depois já havia 3.056 casos e 137 mortes --um índice de mortalidade de 4,5%, considerado um bocado alto diante do comum para a gripe sazonal.
Palacios e companhia examinaram amostras de 199 casos argentinos, procurando sinais de outros micróbios no organismo dos pacientes.
Verificaram que o Streptococcus pneumoniae estava presente em 56,4% dos casos graves, contra só 25% dos casos leves. E o efeito nocivo da bactéria parecia ser maior em pacientes que não faziam parte dos grupos de risco da doença.

Fonte: site folha uol

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vírus consegue atacar outro vírus e deixá-lo "doente", revela estudo

Um vírus não só pode infectar outros organismos como também outros vírus, o que permitiria a eles obter genes do vírus atacado e, desta maneira, evoluir geneticamente.

Uma equipe da Universidade do Mediterrâneo, em Marselha (França), descobriu este até agora desconhecido tipo de vírus, que chamou de virófago. O estudo está no último número da revista científica britânica "Nature".

Quando observavam através do microscópio uma ameba infectada por uma cepa de mimivírus (o maior conhecido), os cientistas descobriram que um pequeno vírus, que batizaram de Sputnik, estava aderido à "fábrica de vírus" que eles tinham estabelecido na ameba.

Uma fábrica de vírus é uma estrutura parecida com o núcleo de uma célula: trata-se de um local no qual alguns vírus se multiplicam --neste caso, da cepa do mimivírus, que será atacada por Sputnik.

No centro desta estrutura, se multiplicam os nucleótidos virais e as proteínas são produzidas em sua periferia, especialmente da cobertura proteica do vírus, assim como da cápsula do material genético.

Vírus "doente"

O coordenador da pesquisa, Bernard La Scola, explicou que quando Sputnik entra na ameba, infecta a fábrica da cepa do mimivírus e, embora não o mate, reduz sua produção de vírus e faz com que nasçam formas anormais e abortivas do vírus.

O Sputnik, que não é capaz de infectar a ameba sozinho, "seqüestra" a cepa do mimivírus e a enfraquece, diminuindo sua capacidade infecciosa para conseguir seu objetivo: sua própria replicação.

La Scola disse que ainda não se sabe como Sputnik entra na ameba, mas explicou que poderia fazê-lo dentro de partículas vazias da cepa do mimivírus.

O que se sabe é que este processo de ataque de um vírus a outro se dá naturalmente e que Sputnik pode infectar mais vírus além da cepa do mimivírus.

Além disso, após observar o genoma do vírus invasor, os cientistas descobriram que Sputnik, de apenas 21 genes, havia "roubado" informação genética de seu vírus hospedeiro e de outros organismos, "o que representa um dos casos mais surpreendentes de mistura e acoplamento de genes no mundo virótico".

Em um comentário à parte, a revista "Nature" explica que a nova descoberta reacende o debate sobre se os vírus são seres vivos, já que podem adoecer.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br
Especialistas dizem que enchentes em SP são resultado de modelo antiquado de drenagem

Chuvas na região da capital e Grande SP causaram 18 pontos de alagamento e interromperam tráfego de trens em uma linha da CPTM.

José Patrício/AE
Por Bruno Bocchini - Agência Brasil


As enchentes na cidade de São Paulo, ocorridas nos meses de maior quantidade de chuvas, são resultado de um modelo antiquado de drenagem das águas, de urbanização e de ocupação inadequadas das várzeas dos rios. A opinião é de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil.
Segundo o arquiteto e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Pellegrino, a cidade está insistindo na utilização de um modelo de concentração e transferência de águas muito concentrador e acelerador, o que impossibilita a infiltração no solo. “Você cria uma situação de concentrar o fluxo das águas das chuvas e quer conduzir toda essa água por superfícies impermeáveis até um ponto final. Quando chega lá embaixo, é um dilúvio. Esse é o modelo antigo, que você tinha no século passado”, afirmou.
De acordo com Pelllegrino, outras cidades do mundo já estão agindo no sentido de trazer os córregos para o seu leito original e refazer as áreas naturais ou verdes a fim de facilitar o escoamento e a absorção da água pelo solo. “Juntamente com o propósito de você ir reduzindo a quantidade de água que corre rapidamente para o fundo do vale”, analisou.
O arquiteto e urbanista do Instituto Polis, Kazuo Nakano, explica que o problema está centrado no modelo de urbanização e ocupação inadequados das várzeas dos rios. “O Tietê, o Pinheiros e o Tamanduatei eram rios de meandro [com curvas acentuadas]. A gente pegou um rio que era todo curvilíneo, canalizou em uma linha reta. Transformou um rio de meandro em um canal, e urbanizou as margens desse rio”, disse.
Com o modelo aplicado, as águas das chuvas passam a escoar pelos rios com maior velocidade, o que não possibilita a absorção pelo solo. “A gente acelerou a velocidade dessas águas. Quando chove, a água escorre muito rápido por esses canais e, como está tudo impermeabilizado, a terra não absorve. E aí inunda”, afirmou.
A solução apontada pelo urbanista é corrigir gradativamente a ocupação das proximidades dos rios e liberar espaço para o solo absorver as águas. “A gente vai ter que ir reformulando o jeito de ocupar as margens desses rios e córregos, lugar por lugar, onde der para implantar um parque linear, onde der para a gente liberar o solo para fazer ele respirar, para fazer ele entrar no círculo das águas das chuvas. Essa vai ser a nossa única solução no longo prazo”.
De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências de SP (CGE), ontem (8), choveu 75,8 milímetros (mm) em média na cidade, o equivalente a 37,7% da média prevista para dezembro, que é de 201,0mm. Decorridos apenas oito dias do início do mês, São Paulo já registrava um acumulado médio de 143,1mm, que reflete em 71,2% da média para o mês.
Desde a fundação do CGE, em 1999, o maior volume de chuvas foi registrado em 24 de maio de 2005, com 76,2mm. O índice desta terça-feira (8) passa a ser o segundo maior nos últimos 10 anos.
O governador do estado, José Serra, reafirmou no dia 9/12, que houve falhas no sistema de drenagem da Usina de Traição, que regula a vazão das águas do Rio Pinheiros. “O equipamento não funcionou quando foi acionado. Mas mesmo que tivesse, sem dúvida haveria enchentes por causa do grande volume das chuvas”.

Agência Brasil/EcoAgência

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

INSTITUTO DE BIOLOGIA - Inclusão Social

IBIMM NA TV NA SEGUNDA - DIA 14/12/2009

Na próxima segunda-feira, irá ao ar a partir das 19:99 horas, no Jornal da Band, TV Bandeirantes um reportagem especial com o IBIMM, falando sobre o projeto "A Educação ambiental Salvando Vidas", que está sendo desenvolvido em nossa intituição. A idéia e mostrar que podemos ajudar as pessoas e contribuir para que possamos ter uma vida melhor. Lembre-se " Perdoar é humano, mas ajudar quem errou é mais humano ainda". Não deixem de divulgar para os amigos e prestigiar! As cópias do programas exibidos pela TV CNU e TV GAZETA, Já estão disponíveis no site do IBIMM e em breve estãrão no site do youtube.

Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambientefone:
11/2682-9489 - 11/9626-9411 www.ibimm.org.bredris@ibimm.org.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES

Assista a vídeo-aula criada pelo programa "Educa Bahia" (retirado do youtube):



Boa aula!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

E se encolhessem sua casa?

53 dicas práticas para proteger o planeta

1. Tampe suas panelas enquanto cozinhaParece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.

2. Use uma garrafa térmica com água geladaCompre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo dágua

3. Aprenda a cozinhar em panela de pressãoAcredite... dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás.

4. Cozinhe com fogo mínimoSe você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.

5. Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vezEvite o o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc...

6. Coma menos carne vermelhaA criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente, e megafedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne vermelha é necessário 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.

7. Não troque o seu celularJá foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer zé mané tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa.. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.

8. Compre um ventilador de tetoNem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.

9. Use somente pilhas e baterias recarregáveisÉ certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.

10. Limpe ou troque os filtros o seu ar condicionadoUm ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

11. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentesLâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

12. Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energéticoProcure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).

13. Não deixe seus aparelhos em standbySimplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

14. Mude sua geladeira ou freezer de lugarAo colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!

15. Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15 ou 20 diasO excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

16. Use a máquina de lavar roupas/louça só quando estiverem cheiasCaso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

17. Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpasAs roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica
18. Tome banho de chuveiroE de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.

19. Use menos água quenteAquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

20. Pendure ao invés de usar a secadora Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

21. Nunca é demais lembrar: recicle Recicle no trabalho e em casa. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

22. Faça compostagemCerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.

23. Reduza o uso de embalagensEmbalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

24. Compre papel recicladoProduzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.

25. Utilize uma sacola para as comprasSacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.

26. Plante uma árvoreUma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.

27. Compre alimentos produzidos na sua regiãoFazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.

28. Compre alimentos frescos ao invés de congelados Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.

29. Compre orgânicos Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura "tradicional"? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.

30. Ande menos de carroUse menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

31. Não deixe o bagageiro vazio em cima do carroQualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.

32. Mantenha seu carro reguladoCalibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

33. Lave o carro a secoExistem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping..

34. Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluenteApesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.

35. Use o telefone ou a InternetA quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.

36. Voe menos, reúna-se por videoconferênciaReuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.

37. Economize CDs e DVDsCDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.

38. Proteja as florestasPor anos os ambientalistas foram vistos como "eco-chatos". Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.

39. Considere o impacto de seus investimentosO dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.

40. Informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrataSeja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?

41. Desligue o computadorMuita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.

42. Considere trocar seu monitorO maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

43. No escritório, desligue o ar condicionado uma hora antes do final do expediente Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.

44. Não permita que as crianças brinquem com águaBanho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.

45. No hotel, economize toalhas e lençoisUse o bom senso... Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que você mije na cama...

46. Participe de ações virtuaisA Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

47. Instale uma válvula na sua descargaInstale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!

48. Não peça comida para viagemSe você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

49. Regue as plantas à noiteAo regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.

50. Freqüente restaurantes naturais/orgânicosCom o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.

51. Vá de escadaPara subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.

52. Faça sua voz ser ouvida pelos seus representantesUse a Internet, cartas ou telefone para falar com os seus representantes em sua cidade, estado e país. Mobilize-se e certifique-se de que os seus interesses - e de todo o planeta - sejam atendidos.

53. Divulgue essa lista!Envie essa lista por e-mail para seus amigos, divulgue o link do post no seu blog ou orkut, reproduza-a livremente, e, quando possível, cite a fonte.

Fonte: Mude o Mundo

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente na TV

Olá Pessoal,

Bom dia!

A partir de hoje dia 03/12/2.009, será exibido no Canal CNU – Canal Universitário, um programa sobre a Feira Cultural de Ciências, realizada no último 11/12/2.009, pelo IBIMM, no Presídio José Parada Neto de Guarulhos.

Tv net - canal 11
TVA - canal 22

Programação

Dia 03/12 – exibição as 21:00 horas
Dia 04/12 – exibição as 08:00 horas
Dia 05/12 – exibição as 02:00 horas
Dia 06/12 – exibição as 10:00 horas

Prof. Edris Queiroz
Biólogo e Coordenador de Cursos
Crbio-31935D
www.ibimm.org.br
11/2682-9489 - 9626-9411

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

LOCAIS DE ENTREGA DE BATERIA DE CELULAR

VER TAMBÉM NO SITE DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE A RELAÇÃO DE POSTOS DE COLETA DE BATERIAS USADAS:

www.mma.gov.br/port/sqa/prorisc/capa/index.html

Baterias Gradiente
Nos postos de venda e de assistência técnica Gradiente, retirar um envelope especial com porte pago para a entrega da bateria inutilizada (SOMENTE MARCA GRADIENTE) do celular: preencher com os dados no envelope, inserir a bateria e levar a qualquer agência do correio em todo o Brasil ou deixar a bateria no próprio posto autorizado.
INFORMAÇÕES dos endereços:
(11) 814-8222

Baterias Nokia
As baterias da marca podem ser colocadas em urnas nos Postos de serviço autorizado NOKIA (endereços abaixo).
INFORMAÇÕES : (11) 3039-3443.

IMIRIM
R. Caetano Alvares, 5728
6973-9672

IPIRANGA
R. Bom Pastor, 1497
272- 0200

ITAIM BIBI
R. Bandeira Paulista, 676
3044- 2476 / 2478

MOEMA
Al dos Nhambiquaras, 937
5051 - 2777 / 5052

PINHEIROS
R. Cônego Eugênio Leite, 464
3086 - 1500

PLANALTO PAULISTA
Av. José Maria Whitacker, 230
5070 - 5232 ou 5231

SUMARÉ
Prof. Afonso Bovero, 313
8152 - 3675

TATUAPÉ
Pça. Silva Romero, 237
293 - 1903

OSASCO
R. João Crudo, 77
1088 - 7084

S. BERNARDO
R. Banda, 434
6366 - 4332

Baterias Ericsson
Entregar as baterias em um dos 60 postos de assistência técnica e autorizados da marca (somente marca ERICSSON).
Informações e endereços : (11) 6224-2000 ou (11) 6224-4657 / www.ericsson.com.br

Baterias Motorola
Entregar as baterias (SOMENTE DA MARCA MOTOROLA) nos postos de serviço autorizado, onde há urnas para o depósito do material.
INFORMAÇÕES : 0800-121244 ou 3030-5000

Centro
R. da Consolação, 222–loja 25

Pinheiros
Rua dos Pinheiros, 498 – 2º andar

Jardins
R. Oscar Freire, 2205

R. Vieira de Moraes, 1355

Moema
R. Juquis, 284

Vila Mariana
R. José Maria Whitacker, 230

Shopping Tatuapé
R. Domingos Agostin, sem nº , / piso Térreo

Bela Vista
Av. Paulista, 2073 – Orsa I 3º andar

Shopping D
Av Cruzeiro do Sul, 1100 - 2º piso
Um recadinho da turma do IBIMM

Olá pessoal...Bom dia a todos!!! Nos dias 05 (sábado) e 06 (domingo) de dezembro, toda a galera do IBIMM se encontrará para um bate papo, confraternização e para uma força tarefa em algumas coisinhas que precisamos fazer na chácara. Estamos pensando em fazer um churrasco, montar acampamento na chácara e passar por lá esse final de semana. Gostaria da colaboração, participação de todos uma vez que os membros do CONSELHO precisam assinar documentos e também levaremos os documentos para associação e para inclusão dos voluntários, para os que pretendem continuar conosco nessa empreitada e para os novos associados/ voluntários. Peço a gentileza daqueles que forem participar, de confirmarem a ida para nos programarmos com antecedência, uma vez que dividiremos as despesas do churrasco e também na organização para dormirmos na chácara (o que levar), visto que é uma opção dormirmos na chácará.

Obs.: Fica aberto o convite para outras pessoas que queiram se associar/ voluntariar. Se você tem algum amigo/ parente que se interessou e tem a mesma visão do IBIMM, traga-o também. Estaremos neste dia falando sobre tudo o que tem ocorrido no IBIMM, as novidades, a programação para o novo ano e muito mais. Aguardo resposta de todos e tenham uma ótima semana.

Daniele Seco Rocha - Coordenadora de Ecoturismo
IBIMM - Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente
(11) 2682-9489 ou (11) 7222-4619

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Humor...

Biólogo não...

Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção nohipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagemneurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que éhereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordasvocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feedbacks.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não se desprende do espírito, transforma suaenergia.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucessoreprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor épor peso vivo.

(autoria desconhecida)

PARABÉNS PROJETO TAMAR! - 30 ANOS