terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cientistas encontram menor rã
do mundo em Papua Nova Guiné



Richard Black
Da BBC News












Rã Paedophryne amauensis (sobre moeda americana de 10 cents) pode ser também menor vertebrado do mundo

Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos anunciou a descoberta do que acreditam ser a menor espécie de rã do mundo, em Papua Nova Guiné.

A espécie, batizada de Paedophryne amauensis, tem 7,7 milímetros de comprimento e poderia ser também um dos menores seres vertebrados do mundo.

Em um artigo publicado na última edição da revista científica PLoS One, os pesquisadores anunciam também a descoberta de outra espécie próxima, Paedophryne swiftorum.

Os cientistas sugerem que o reduzido tamanho da rã está ligado ao seu habitat, em folhas em decomposição no solo de uma floresta.

Encontrar as rãs não foi uma tarefa fácil, porém, já que elas ficam muito bem camufladas entre as folhas.

Além disso, esses animais desenvolveram a capacidade de emitir um som que lembra o dos insetos, tornando-os difíceis de detectar em meio à floresta.

"As florestas da Nova Guiné são incrivelmente barulhentas à noite. Estávamos tentando registrar sons de rãs na floresta, mas estávamos curiosos sobre o que eram esses outros sons", contou à BBC o coordenador da pesquisa, Chris Austin, da Universidade Estadual de Louisiana, em Baton Rouge, nos Estados Unidos.

"Então nós fizemos uma triangulação para detectar de onde esses sons estavam vindo e tentamos procurar nas folhas", disse.

"Era noite, e essas criaturas são incrivelmente pequenas, então o que fizemos após várias tentativas frustradas foi tomar um punhado inteiro de folhas e jogá-las em um saco plástico", contou.

"Quando fizemos isso, vimos essas incrivelmente minúsculas rãs saltando de um lado para o outro", relatou.

Menores vertebrados

Membros das rãs descobertas em Papua Nova Guiné são transparentes

O gênero Paedophryne foi identificado apenas recentemente e consiste em uma série de espécies pequenas encontradas em vários pontos das florestas do leste de Papua Nova Guiné.

"Elas ocupam a relativamente densa camada de folhas no chão das florestas tropicais em partes baixas da ilha, comendo insetos incrivelmente pequenos que tipicamente são muito menores que os insetos que as rãs normalmente comem", disse Austin.


"E elas provavelmente são presas de um grande número de invertebrados relativamente pequenos que normalmente não caçam rãs", observa.

De forma intrigante, outros lugares do mundo que também possuem folhagens densas e úmidas tendem a possuir espécies de rãs pequenas, indicando que os anfíbios estão bem colocados para ocupar esse nicho ecológico.

Antes da descoberta do gênero Paedophryne, o título de "menor rã do mundo" era do sapo-pulga brasileiro (Brachycephalus didactylus) e da ligeiramente maior Eleutherodactylus iberia, encontrada em Cuba. Ambas as espécies medem menos de 1 centímetro.

Os menores animais vertebrados conhecidos até hoje eram peixes. O Paedocypris progenetica, que vive em pântanos e riachos da Indonésia, mede entre 7,9 e 10,3 milímetros quando adulto.

Os peixes pescadores machos da espécie Photocorynus spiniceps têm apenas 6 milímetros de comprimento, mas vivem acoplados às fêmeas bem mais longas (50 milímetros), então muitos cientistas discutem se eles podem ser considerados os menores vertebrados do mundo.

As florestas de Papua Nova Guiné estão ao lado das de Madagascar como os locais onde espécies de anfíbios até aqui desconhecidos devem ser descobertas, já que são locais pouco desenvolvidos e explorados.

Fonte: BBC

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Paleontólogo encontra armário de fósseis ‘perdidos’ de Charles Darwin





 (Ao lado) Fóssil de uma árvore de 150 milhões de anos, considerado desaparecido, estava em ármário da British Geological Survey











Vários fósseis recolhidos pelo naturalista inglês Charles Darwin no século XIX, tidos como desaparecidos, foram encontrados em um armário da instituição científica British Geological Survey, informou nesta terça-feira (17) a rede de televisão ‘BBC’.

Trata-se de amostras de fósseis recolhidos por Darwin durante sua histórica viagem com a embarcação ‘Beagle’ em 1834, quando começou a desenvolver a teoria da evolução.

Os fósseis do cientista foram encontrados ao lado de outras amostras, que há mais de 160 anos tinham sido depositadas no mesmo armário, situado nos porões desse centro de ciências geológicas da localidade de Keyworth, no centro da Inglaterra.

O responsável pelo achado foi o paleontólogo Howard Falcon-Lang, da Universidade de Londres, que se aproximou do móvel ao ver que havia umas gavetas com o rótulo de ‘plantas fósseis não registradas’.

‘Dentro havia centenas de lâminas de vidro com amostras de fósseis de plantas, que eram polidas em folhas transparentes para serem examinadas sob o microscópio’, explicou o cientista. ‘A primeira que peguei já estava etiquetada com o nome de Darwin’, acrescentou.

Estes fósseis de Darwin ’se perderam’ porque um amigo do cientista, o botânico Joseph Hooker, que estava encarregado de sua classificação durante uma breve estadia no British Geological Survey em 1846, se esqueceu de introduzi-las no registro da instituição.

As mostras redescobertas foram fotografadas e serão expostas ao público através de internet, indicou a rede de televisão ‘BBC’.

Fonte: G1
Veterinários alertam que verão
é a época para infestação de
carrapato



Especialistas falam sobre os cuidados e a prevenção nessa época do ano.
Babesiose, doença transmitida pelo carrapato, pode levar o animal a morte.

Durante o verão, quando chove e faz sol, o mosquito da dengue não é a única preocupação nas casas. Os proprietários de animais, como cachorros, devem ficar atentos ao risco de uma infestação de carrapatos.

Os sintomas da babesiose - doença transmitida pela picada de um carrapato infectado - são tremores, boca branca e falta de apetite. E pode levar o animal a morte. O veterinário de Uberaba, Cláudio Yudi, alertou que esta época do ano é a mais propícia para a proliferação do parasita. “Chuva, umidade e calor são fatores ideais para os ovos de carrapatos se infestarem nos cães”, comentou.

Yudi ainda alerta que existe uma forma correta de tirar o carrapato do animal. Na hora de matar o parasita é recomendado não pisar ou espremer os ovos, pois com essa atitude pode espalhar o carrapato pela casa. A maneira correta é colocá-los em um vidro com álcool. “Muitas pessoas arrancam e não pode fazer isso. Parte do carrapato continua do cão e isso pode provocar alergia. Se o animal tiver uma infestação o ideal é procurar o médico veterinário para obter orientação”, explicou.

Apesar da proliferação rápida, o animal só representa 5% do problema. O ambiente é responsável por 95% da infestação. Significa que para cada cinco carrapatos que um cachorro tem, existem 95 no ambiente no qual ele vive.

"Eles se escondem nos cantos das paredes, nos ralos e até em panos de chão", disse a veterinária, Carla Silva Sampaio. E ela precisa estar atenta pois tem em casa nove cachorros. "Todos usam essa coleira com carrapaticida, mas sei que é questão de tempo para apenas um carrapato virar um grande problema. Cada carrapato põe 5 mil ovos em 21 dias e, geralmente, quando aparece o primeiro é que vamos buscar os cuidados. Porém, o melhor remédio é a prevenção”, finalizou Sampaio.


Fonte: G1 Triângulo Mineiro – 16/01/2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

24/01/2012 - CONVITE 

PALESTRA NO MZUSP



















O Laboratório de Paleontologia e a Divisão de Difusão Cultural do Museu de Zoologia da USP convidam para a palestra “MONOLITHS OF THE MESOZOIC: EVOLUTION & PALEOBIOLOGY OF SAUROPOD DINOSAURS”, proferida por Jeffrey Wilson, Ph.D.

O Dr. Jeffrey Wilson é Professor Assistente no Departamento de Ciências Geológicas e Curador do Museu de Paleontologia da Universidade de Michigan. Sua pesquisa está focada no estudo dos répteis fósseis e na compreensão da historia evolutiva dos dinossauros saurópodes.

A palestra será realizada no auditório do MZUSP (Avenida Nazaré, 481 - Ipiranga, São Paulo - SP), dia 24 de janeiro de 2012, às 17:00 horas.

O evento incluirá também programação especial da mostra VerCiência, com a veiculação do documentário “Caminhando com Dinossauros”, produção premiada da BBC.
O número de vagas é limitado. Para mais informações e reservas: smn@usp.br

Contamos com sua presença.

Cordialmente,

Márcia Fernandes Lourenço
Educadora - mfer@usp.br
Museu de Zoologia da USP
Av. Nazaré, 481. Ipiranga.
São Paulo, SP, CEP 04263-000
Tel.: 55 11 2065-8092
http://www.mz.usp.br/

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


IBIMM - VAGAS PARA ESTAGIÁRIOS/2012


O IBIMM – instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente, está com inscrições abertas para alunos de graduação nas áreas de Biologia e Turismo para o 1º semestre de 2.012.
Os interessados deverão entrar em contato pelos telefones: 11-4484-4266 ou 9626-9411 ou ainda pelo email: edris@ibimm.org.br, para agendamentos de entrevistas.


O estágio pode ser de TCC ou de voluntário que poderá servir como atividades complementares e não é remunerado. Será realizado no núcleo de pesquisas do IBIMM em Mairiporã, SP.
Mais informações no site: http://www.ibimm.org.br/

Atenciosamente,

Prof.Msc. Edris Queiroz
Biólogo e Responsável Técnico
Crbio 31935D

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

URGENTE - SANTA CASA DE SP PRECISA DE DOADORES DE SANGUE

AVISO DE PAUTA

ASSESSORIA DE IMPRENSA


Hemocentro da Santa Casa de São Paulo

Doação de sangue urgente
O Hemocentro espera a sua doação!




O Hemocentro da Santa Casa de São Paulo está com o estoque muito baixo de todos os tipos sanguíneos, principalmente o tipo O, o que pode prejudicar a realização de cirurgias e + atendimentos de emergência.

O estoque normal do Hemocentro possui em torno 400 bolsas de sangue e nas duas últimas semanas conta com aproximadamente 65 bolsas, muito abaixo do necessário.

É muito importante a presença contínua do doador de sangue, uma prática que precisa fazer parte do dia a dia de toda a população.

O Hemocentro da Santa Casa é responsável pelo abastecimento de 09 hospitais da cidade de São Paulo e com o estoque baixo, dificulta a distribuição.

Doar sangue é uma atitude voluntária e altruísta que pode salvar vidas. Uma única doação pode beneficiar até três pessoas!

Para doar sangue é necessário:

• Estar em boas condições de saúde;
• Ter entre 16 e 67 anos e 11 meses (menores com 16 e 17 devem ter autorização do responsável legal com firma reconhecida ou estar acompanhado de um dos pais);
• Ter peso superior a 50 Kg.;
• Vir alimentado, evitando alimentação muito gordurosa e bebida alcoólica pelo menos até 12 horas antes da doação;
• Dormir pelo menos 06 horas nas últimas 24 horas que antecedem a doação;
• Apresentar documento de identificação com foto emitido por órgão oficial (carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social, Passaporte e CNH);
• Não ter feito tatuagem nos últimos 12 meses;
• Não estar resfriado, tomando antibióticos ou antiinflamatórios.

Serviço:

Hemocentro da Santa Casa de São Paulo
Rua Marquês de Itu, 579 – Vila Buarque / Fone: (11) 2176-7258 (próximo ao metrô Santa Cecília)
De segunda à sexta-feira – das 7h00 às 18h00
Sábados – 7h00 às 15h00
Estacionamento gratuito dentro da Santa Casa

Assessoria de Imprensa ISCMSP
Renata Calabresi -
imprensa@santacasasp.org.br
/ F: (11) 3598-4228
/ F: (11) 3598-4205

André Mendes –
jornalismo@santacasasp.org.br
Cientistas modificam bicho-da-seda para produzir 'teia de homem-aranha'


Cientistas querem produzir seda super-resistente em escala industrial







Pesquisadores americanos dizem ter criado bichos-da-seda geneticamente modificados para produzir fios muito mais resistentes, como os das teias de aranha.

Segundo os cientistas da Universidade de Wyoming, os resultados do experimento podem levar ao desenvolvimento de materiais revolucionários para a medicina e engenharia, já que a seda produzida pelas aranhas é mais resistente que o aço.
O estudo publicado na revista científica PNAS deixa a ciência um pouco mais perto de reproduzir os artifícios usados pelo homem-aranha nas histórias em quadrinhos.
Tentativas anteriores de criar aranhas para a produção comercial de sua seda fracassaram porque os aracnídeos não produzem quantidades suficientes e têm tendências a comer uns aos outros.
Bichos-da-seda, no entanto, podem ser criados em cativeiro facilmente e produzem grandes quantidades de seda, mas o material é mais frágil.

'Quantidades industriais'

Pesquisadores vêm tentando por anos chegar à produção de seda super-resistente em quantidades industriais, através da inserção de genes das aranhas nos bichos-da-seda, mas os animais geneticamente modificados não haviam produzido seda suficiente até agora.
O estudo da equipe liderada por Don Jarvis estaria gerando um composto de seda de aranha e de bicho-da-seda - tão forte como as teias dos aracnídeos - em vastas quantidades.
Para o professor Christopher Holland, da Universidade de Oxford, a pesquisa pode tornar mais viável a produção de seda fortalecida em escala comercial.
"Essencialmente, o que este estudo mostra é que os cientistas foram capazes de usar um componente da seda de aranha e fazer com que bichos-da-seda o transformassem em uma fibra juntamente com sua própria seda. Eles também provaram que este composto, que contém partes da seda de aranha e da seda do próprio bicho-da-seda, tem propriedades mecânicas melhoradas", explicou ele.
Na área médica, o novo material poderia ser usado para criar suturas, implantes e ligamentos mais fortes. A seda de aranha geneticamente modificada também poderia ser usada como um substituto mais sustentável para os plásticos duros, que usam muita energia em sua produção.

Fonte: BOL
Descarte incorreto de lixo aumenta risco de dengue, diz especialista


Em Londrina (PR), foram coletadas mais de 162 t de lixo em dois meses.
"Mosquito tem projeção de voo de cerca de 300 m", alerta prefeitura.

Comente agoraSomente nos meses de novembro e dezembro de 2011, foram coletadas mais de 162 t de materiais em Londrina, município da região norte do Paraná, na campanha de combate ao mosquito da dengue. Os “recicláveis, inservíveis e outros”, como classifica a nota oficial, são suficientes para encher oito caminhões e foram recolhidos em oito mutirões de limpeza em “terrenos baldios, fundos de vale e casas”. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3).

Os mutirões foram suspensos no dia 30 de dezembro do ano passado e o calendário para 2012 deve, ainda segundo texto oficial, ser divulgado na terceira semana de janeiro, depois do resultado do Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti. Para isso, serão coletadas informações entre os dias 9 e 13 deste mês.

Segundo o coordenador de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Elson Belisário, “aproximadamente 30% de todo o conteúdo arrecadado foi retirado de residências e os outros 70% das regiões de fundos de vale e de terrenos baldios”.

Ele alerta que jogar o lixo indevidamente “não resolve o problema, porque o mosquito transmissor da dengue tem projeção de voo de cerca de 300 m, o que aumenta as chances de transmissão da doença para aqueles que residem próximos” às áreas de depósito.

Fonte: G1
Rio anuncia 8ª Caminhada de Mobilização Contra a Dengue


Com o objetivo de chamar atenção aos cuidados para evitar a dengue, será realizada a 8ª Mobilização contra a Dengue pela Cidade do Rio

A Prefeitura do Rio informou nesta segunda-feira que na próxima sexta-feira estará promovendo a 8ª Mobilização contra a Dengue pela Cidade do Rio e a 1ª de 2012.

O objetivo é incentivar a população e instituições a promoverem a atenção a possíveis focos do Aedes aegypti dentro da sua rotina. A atividade faz parte do Movimento Carioca por uma Cidade mais Saudável.

Profissionais de saúde vão participar da ação para orientar os participantes sobre a identificação de possíveis focos do mosquito transmissor da doença.

Toda população está convidada a participar da atividade, que começa às 8h, com grupos saindo de todas as unidades municipais de saúde.

Também serão realizadas ações nas escolas municipais, que integrarão a mobilização. Com a orientação dos agentes de vigilância em saúde, os alunos irão procurar e destruir os focos do Aedes aegypti na unidade de ensino.

As caminhadas do Movimento Carioca por uma Cidade mais Saudável, iniciadas em abril, pretendem sensibilizar os cidadãos a olhar a sua própria rua e o entorno de sua residência como um espaço coletivo que precisa ser cuidado durante o ano inteiro e não apenas no verão, a fim de evitar a proliferação do transmissor da dengue.

Fonte: Correio do Brasil
Vacina contra malária passa em primeiro teste com animais


Cientistas britânicos desenvolveram uma vacina experimental que poderá vir a neutralizar todas as cepas da mais letal variedade do parasita da malária.

Os resultados dos testes preliminares em ratos e coelhos mostram que a vacina induz a uma reação imunológica contra o parasita “Plasmodium falciparum“, que causa quase todas as 655 mil mortes anuais por malária no mundo. O trabalho foi publicado nesta terça-feira na revista Nature Communications, e os pesquisadores pretendem iniciar testes em humanos dentro de dois a três anos. Para que a vacina seja totalmente aprovada, as pesquisas ainda podem durar pelo menos uma década.

“As vacinas contra a malária são notoriamente difíceis de desenvolver”, disse Adrian Hill, da Universidade de Oxford, que trabalha no projeto. Essa vacina incorpora descobertas publicadas no mês passado pela mesma equipe, apontando o receptor de uma proteína específica, a RH5, como sendo crucial para que o parasita da malária penetre nas células vermelhas do sangue, onde ele se espalha e se multiplica.

A vacina segue a proposta, anunciada pelos pesquisadores em novembro, de tentar bloquear esse processo. A equipe disse que não foi encontrada nenhuma cepa do “P. falciparum” que conseguisse furar a barreira. Em outubro, o laboratório britânico GlaxoSmithKline publicou dados de um grande estudo feito na África, mostrando que sua vacina experimental RTS,S reduzia pela metade o risco de crianças contraírem malária, que é transmitida por insetos. Outras equipes mundo afora trabalham com abordagens diferentes na tentativa de desenvolver a primeira vacina contra a doença.

Os especialistas dizem que o mundo conseguiria eliminar a malária nas próximas décadas se tiver as ferramentas adequadas, mas alertam que a vacina precisará ser mais eficaz que a RTS,S. “Ao contrário da RTS,S, que busca impedir que o parasita chegue ao fígado, essa vacina RH5 está tentando matar o parasita no sangue”, explicou por telefone Simon Draper, do Instituto Jenner, de Oxford, também envolvido na pesquisa. “Então, pode ser possível que a vacina RH5 venha a complementar a RTS,S.”

“No fim das contas, não sabemos até testarmos a nossa vacina em humanos se ela será mais eficaz que a RTS,S. Mas esses dados sobre a RH5 estão entre os mais animadores no terreno atualmente.”

Fonte: Portal Terra
Espécie de formiga africana paralisa e mata cupins a distância


Fotos mostram formigas (em preto) mostrando o abdômen em direção a um cupim inimigo. Com o tempo, o cupim começa a se debater até morrer. Na imagem C, uma formiga ameaça um cupim para proteger uma pequena "poça" de mel. (Foto: PLoS ONE)



Operárias de uma espécie africana de formigas (Crematogaster striatula) conseguem matar cupins a distância usando veneno, segundo um estudo divulgado pela publicação de livre acesso “PLoS ONE”. A pesquisa foi conduzida pela equipe de Angelique Vetillard, da Universidade de Toulouse, na França.

Compostos químicos no ferrão do inseto podem servir para atrair outras formigas amigas e repelir as “estrangeiras”, além de paralisar e matar cupins. Somente no caso do ataque aos cupins a ação pode ser feita a distância.

Isto seria uma vantagem já que as formigas rivais costumam fugir ao sinal das operárias de Crematogaster striatula, mas os cupins costumam defender território enquanto competem por fontes ricas em açúcar.

Segundo os pesquisadores, as formigas conseguem utilizar o abdômen para expôr o ferrão e fazê-lo expelir o veneno. Aparentemente volátil, a substância causa paralisia e, com o tempo, mata os cupins.

Fonte: G1 - Dez/2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Extinção de elefante fez surgir homem moderno no Oriente Médio, diz estudo


Guila Flint
De Tel Aviv para a BBC Brasil
Atualizado em 12 de dezembro, 2011 - 17:38 (Brasília) 19:38 GMT


Caverna em Israel contém, segundo pesquisadores, indícios do primeiro Homo Sapiens, há 400 mil anos


 
 
 
 
 
 
 
 
Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv acabam de publicar um estudo que sugere que o Homo Sapiens surgiu na região chamada de Levante, no Oriente Médio, 400 mil anos atrás, em decorrência do desaparecimento dos elefantes, que constituíam a principal fonte de alimentação para o Homo Erectus.

Segundo o arqueólogo Ran Barkai, da Universidade de Tel Aviv, foi o desaparecimento dos elefantes da região geográfica do Levante – onde hoje se encontram Síria, Líbano, Jordânia, Israel e os territórios palestinos – que levou à evolução do Homo Erectus ao Homo Sapiens.

O Homo Sapiens (homem sábio, em latim), tem um cérebro muito mais desenvolvido do que seu antecessor, o Homo Erectus (homem ereto).

"Quando os elefantes desapareceram, o Homo Erectus foi obrigado a buscar outros alimentos e teve que desenvolver uma agilidade mental e instrumentos que não tinha antes", disse Barkai à BBC Brasil.

A equipe do departamento de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv tem feito escavações desde 2000 na caverna Qesem, em Israel, perto da cidade de Rosh Haain.

Em 2010, a equipe anunciou ter encontrado sinais de que na região da caverna Qesem o Homo Sapiens já existia há 400 mil anos.

A descoberta pode representar uma mudança na teoria mais amplamente aceita de que o Homo Sapiens surgiu 200 mil anos atrás, na África.

'Chave do enigma'

Equipe de Israel diz ter elementos para refutar tese de que Homo Sapiens surgiu na África









"Desde a descoberta, há um ano, fizemos um trabalho de integração de todos os dados e chegamos à conclusão que a nutrição é a chave do enigma", disse Barkai.

O arqueólogo afirma que nessa área geográfica os elefantes desapareceram há 400 mil anos, levando o Homo Erectus a se desenvolver muito mais rapidamente. Já na África, o mesmo processo se deu 200 mil anos depois.

A equipe realizou um trabalho de integração das descobertas – tanto de instrumentos como de restos de humanos e animais encontrados nas diversas escavações - e chegou à conclusão de que instrumentos sofisticados, como pequenas facas fabricadas de maneira "sistemática", foram descobertos em camadas nas quais já não havia elefantes.

No mesmo local foram encontrados dentes humanos.

Barkai explicou que o Homo Erectus usava instrumentos maiores e menos sofisticados para caçar e repartir a carne dos elefantes.

"O Homo Erectus comeu elefantes durante 1 milhão de anos. Instrumentos mais sofisticados e menores são associados ao Homo Sapiens", afirmou.

Nutrição

Os pesquisadores desenvolveram um modelo da nutrição do homem, demonstrando a possível relação entre o desaparecimento dos elefantes – fonte de nutrição mais fácil de caçar e que garantia uma maior quantidade de alimento – e a evolução de suas capacidades mentais, até que se transformou no Homo Sapiens.

Desaparecimento do elefante, que era fonte de nutrição para o Homo Erectus, pode ter feito surgir o Homo Sapiens







A equipe também comparou suas descobertas com pesquisas feitas na África e constatou que lá também o Homo Sapiens teria surgido só após o desaparecimento dos elefantes, reforçando assim a tese de que a evolução humana tem ligação direta com a necessidade de buscar novas fontes de alimentos que eram menores e mais difíceis de se caçar.

Barkai disse à BBC Brasil que desde a publicação do estudo, há três dias, tem recebido ligações do mundo inteiro, de cientistas interessados nas descobertas.

"Com esse estudo conseguimos fornecer uma explicação para o aparecimento de resíduos com a idade de 400 mil anos, do Homo Sapiens, na caverna de Qesem", afirmou.
 
Fonte: http://www.bbc.co.uk/

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ano de 2011 é o 10º mais quente;
degelo no Ártico é recorde


29/11/2011 - 09h57
da Folha.com

O aumento na temperatura tornou 2011 o décimo ano mais quente da história, segundo a WMO (World Meteorological Organization).
O relatório da agência de meteorologia ligada à ONU, que fornece um panorama do clima em nível global, indica também que a extensão do gelo ártico é o segundo menor.

Os dados, divulgados nesta terça-feira durante a COP-17 (17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), mostram que a temperatura sofreu uma pequena redução pela ação do La Niña, fenômeno que costuma provocar o resfriamento das águas do oceano Pacífico, mas ainda assim 2011 foi considerado quente para os padrões.

"Nossa ciência é sólida e prova inequivocadamente que o mundo está se aquecendo, e esse aquecimento é em razão da atividade humana", comentou o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud.

Jarraud acrescentou que as emissões de gases-estufa estão em seus níveis mais altos, fazendo com que haja um aumento de 2 a 2,4 graus Celsius na temperatura global.

Segundo estimam cientistas, esse cenário pode levar a mudança profundas e irreversíveis do planeta Terra, da sua biosfera e de seus oceanos.

A WMO também alertou para o degelo que ocorre no Ártico. Em 9 de setembro deste ano, a área do gelo chegou ao patamar de 4,33 milhões de quilômetros quadrados.

O número é 35% inferior à média registrada entre 1979-2000 e um pouco mais do que o recorde mais baixo já registrado em 2007.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CURSO GRATUITO

Ecologia para Uma Vida

A UMAPAZ realiza de 22 de novembro a 14 de dezembro o curso Ecologia para Uma Vida, ministrado pelo professor Edris Queiroz Lopes, aberto a estudantes e profissionais de Biologia, Gestão Ambiental, Geografia, História, Engenharia Ambiental, Direito e interessados em geral.

O curso tem o objetivo de sensibilizar o educando e o profissional para a importância de sua participação enquanto agente multiplicador para a preservação do Meio Ambiente e oferecer conteúdos da disciplina de Ecologia que possam ser trabalhados de forma transdisciplinar.

O conteúdo propõe o envolvimento dos participantes na preservação do meio ambiente por meios de conteúdos teóricos e atividades relacionadas ao desenvolvimento sustentável, destacando a importância da natureza na vida do ser humano, pelo que oferece às suas necessidades de alimentação, respiração e conservação, convenientes à subsistência da biodiversidade própria do local e região.

Cronograma:

22/11/2011 – Aula inaugural – apresentação do grupo e conceitos de ecologia
23/11/2011 – Conceitos e dinâmicas de biodiversdidade.
29/11/2011 – Conceitos e dinâmica de populações
30/11/2011 – Nicho ecológico, metapopulações e teias alimentares.
02/12/2011 – Dinâmica Trófica, Bioma, Biosfera, Evolução.
05/12/2011 – Espécies chaves, Ecologia Urbana, Aquecimento Global.
12/12/2011 – Ecologia, Meio Ambiente e Ética Ambiental, APP, Hotspot.
14/12/2011 – Encerramento (atividades lúdicas em grupo).

SERVIÇO:

Curso: Ecologia para Uma Vida
Datas e Horário: 22, 23, 29 e 30 de novembro; 02, 05, 12 e 14 de dezembro, das 19h às 22h.
Público focalizado: estudantes e profissionais de Biologia, Gestão Ambiental, Geografia, História, Engenharia Ambiental, Direito e interessados em geral.

Local: UMAPAZ – Av. IV Centenário, 1268 – portão 7- A – Parque Ibirapuera

Vagas: 50 – os alunos serão contemplados por ordem de inscrição, não haverá seleção.

Facilitador: Professor Mestre Edris Queiroz Lopes
Coordenação: Nadime Boueri Netto Costa

Inscrições: Envie ficha abaixo para inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br











quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aumento da poluição afeta olhos
Olho seco, alergia ocular, inflamações da córnea e conjuntiva crescem. Crianças, mulheres e usuários de lente de contato são os principais grupos de risco.
Por Eutrópia Turazzi


Estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que nas cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes a média de poluição do ar por metro cúbico é igual a 40 microgramas - o dobro do recomendado. A chegada da primavera e do período de queimadas piora a qualidade do ar. O efeito pode ser sentido nos olhos. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a maior concentração de poluentes no ar predispõe ao olho seco, alergia ocular, inflamação da córnea (ceratite) e da conjuntiva (conjuntivite). Só para se ter uma idéia, neste período do ano as crises alérgicas crescem 40%.
A estimativa é de que 20% dos brasileiros sejam alérgicos. O médico destaca que 6 em cada 10 portadores de alergia desenvolvem a doença nos olhos. Geralmente a alteração aparece durante a infância. Isso porque, entre crianças a doença crônica de maior prevalência é a asma que em muitos casos vem acompanhada de rinite. O problema é que a coceira nos olhos provocada pela alergia pode evoluir para o ceratocone. “A doença é a maior causa de transplante no País. Afina a parte central da córnea, membrana externa do olho, que toma a forma de um cone comprometendo a acuidade visual”, afirma. Por isso, para prevenir a recomendação é evitar coçar os olhos e o contato com alérgenos – plantas, tapetes, cortinas e travesseiros de pena. A dica para diminuir a coceira é aplicar compressas frias. O tratamento com colírios só pode ser feito sob supervisão médica.

Poluentes facilitam evaporação da lágrima

Queiroz Neto diz que outro importante gatilho para contrair alergia ocular é o olho seco. Isso porque, a lágrima tem a função de proteger os olhos e toda alergia é uma reação exagerada do sistema imunológico. A maior concentração de poluentes no ar, comenta, aumenta a evaporação da lágrima. O problema é mais frequente entre mulheres por causa das oscilações dos hormônios sexuais e entre usuários de lente de contato que aumentam a evaporação lacrimal. “Manter o corpo hidratado, colocar vasilhas com água nos ambientes e consumir semente de linhaça previnem o ressecamento da lágrima”, afirma.

Outras complicações

O especialista diz que portadores de olho seco crônico ou alergia ocular têm o dobro de facilidade de contrair ceratite, inflamação da córnea. A doença responde por 1 em cada 4 casos de cegueira no mundo segundo a OMS. Trauma ocular, contaminação da córnea por vírus, bactéria ou parasita são as principais causas da doença. Os sintomas são: vermelhidão, lacrimejamento, dor, secreção amarelada, aversão à luz e visão turva. Ao primeiro sinal de desconforto a recomendação é passar por consulta com um oftalmologista. A falta de acompanhamento médico pode resultar em perda visual permanente.

Queiroz Neto diz que a poluição também pode causar conjuntivite, inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a pálpebra e a superfície do olho. As dicas de prevenção são:

· Lavar as mãos com frequência
· Evitar tocar os olhos.
· Não compartilhar objetos, maquiagem, colírio e toalhas.
· Evitar aglomerações.
· Beber bastante água para melhorar a hidratação ocular.
· Interromper o uso de lentes de contato em casos de desconforto.
· Evitar o uso de ar condicionado.

Eutrópia Turazzi/EcoAgência

Espécie de besouro divide trabalho de acordo com idade e sexo

















Divisão dos besouros 'Xyleborinus saxesenii': em branco, as larvas; em marrom claro, as fêmeas adultas; em preto, os machos adultos
(Foto: Peter Biedermann)


Dividir as tarefas facilita o trabalho e aumenta a eficiência da produção. A lógica funciona para qualquer fábrica e também para a natureza. Insetos como abelhas e formigas, que montam colônias, dividem o trabalho para o bem de toda a comunidade. Um estudo publicado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) mostra que, para uma espécie de besouros, a divisão começa desde cedo.

Peter Biedermann, da Universidade de Berna, na Suíça, estudou os besouros Xyleborinus saxesenii, que vivem na madeira e cultivam dentro de seus ninhos um tipo de fungo que serve de alimento para eles. Na colônia, as larvas exercem funções que os adultos não são capazes de fazer, e vice-versa.

As larvas cavam e aumentam o tamanho do ninho, abrindo espaço para que os fungos cresçam. Além disso, eles se locomovem rastejando, o que faz com que a sujeira se junte em bolas relativamente grandes que os adultos conseguem retirar.

Já os adultos funcionam como os “fazendeiros”. Sem eles, os fungos não crescem – os cientistas ainda não sabem explicar esse mecanismo. Eles são também responsáveis pela colheita dos fungos. Essas atividades são feitas na maior parte das vezes pelas fêmeas. A única função que é exercida pelos machos em maior frequência é o chamado “grooming”, quando um inseto ajuda a cuidar do corpo do outro.

A divisão por idade não é comum entre os insetos. “No caso de abelhas e formigas, as larvas não fazem nada”, disse Biedermann. “Esse comportamento só existe entre cupins”, completou o pesquisador, que afirmou ainda que a descoberta é inédita entre besouros.

Fonte: G1 - 04/10/2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Curso de Introdução a Biologia
e Manejo de Anfíbios 2011.








Palestrante: Wesley Daniel Souza dos Santos - Biólogo

Realização: 15 e 16 de outubro - Local: sede do IBIMM - Serra da Cantareira - Mairiporã-SP

Horário: 09:00 horas até 18:00 horas.

Horas aulas: 16 horas aulas

Investimento: R$ 150,00

Incluso: Alojamento misto (homens e mulheres) ou barraca, café da manhã, almoço e jantar, certificado, apostila em cd e possibilidades de estágio.
Conteúdo Programático:

Curso teórico: Caracterização da classe Amphibia, Conceito, Origem Evolutiva, Classificação Sistemática, Ordens e Principais Famílias, Reprodução, Metamorfose dos Anfíbios, Girinos e sua Ecologia, Vocalização, Cuidado Parental, Troca de Gases, sistemas (respiratório, circilatório, nervoso, reprodutor, digestório, locomotor, excretor), Respiração Cutânea, Permeabilidade à Água, Ingestão e Armazenamento de Água, Mecanismos de Defesa, Mimetismo, Conservação dos Anfíbios, Principais Ameaças, Espécies Ameaçadas de Extinção, Espécies da Mata Atlântica, Relevância Ecológica e Econômica, Projetos de Conservação, Coleta e Armazenamento de Anfíbios, Métodos de Coleta, Técnicas de Coleta, Principais Pesquisadores, Leituras Recomendadas, Locais para Visitação.

Curso prático: Postura em campo, observação do animal em seu habitat, coleta de exemplares, colocação de armadilhas, manuseio do animal, estudo da vocalização.
Público - alvo: Estudantes e graduados de Biologia, áreas afins e outros interessados, sem vivência em estudos de campo.

Todos os participantes deverão levar:

• Gravador (Opcional. Celulares com a função gravador pode ser utilizado)

• Lanterna

• Calça comprida, camisa de manga comprida ou blusa (luva, se achar necessário)

• Tênis extra

FAÇA JÁ A SUA RESERVA:

edris@ibimm.org.br ou pelo telefone (11) 9626-9411 com o Prof. Edris Queiroz



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cientista americano cria pele à prova
de balas utilizando teias de aranha


SIDNEYREZENDE 23/08/2011 06h00

O cientista Randy Lewis, da Universidade Estadual de Utah, nos Estados Unidos, e a artista holandesa Jalila Essaidi criaram uma mistura de seda com pele humana, capaz de resistir ao disparo de balas.

Bichos-de-seda foram geneticamente manipulados para produzir a seda típica de teias de aranha, que é bastante resistente. A nova invenção foi testada com projéteis calibre 22, e mostrou ser resistente. Apesar de as balas terem penetrado as camadas da "pele", elas não conseguiram perfurá-la.

Lewis crê que a seda produzida pelas aranhas possa, futuramente, auxiliar na criação de tendões e ligamentos.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Estudo diz que fumar
logo após acordar
aumenta risco de câncer


Os fumantes que acendem o primeiro cigarro pouco depois de acordar têm mais chances de desenvolver câncer no pulmão, pescoço ou cabeça, independente de quanto ou do tempo que fumam, pois são mais viciados em tabaco, segundo dois estudos realizados nos Estados Unidos.
Os resultados de ambos, publicados no site da revista médica "Cancer", da Sociedade Americana do Câncer, podem ajudar a identificar os fumantes com maior risco de sofrer a doença e a adotar medidas para reduzir esse perigo, de acordo com os autores.
"Esses fumantes têm níveis mais elevados de nicotina e de outras toxinas do tabaco no corpo e podem ser mais viciados que aqueles se abstêm de fumar durante meia hora ou mais após acordar", afirmou Joshua Muscat, que dirigiu os estudos realizados na escola de Medicina da Penn State University, em Hershey.
Segundo Muscat, isto ocorre devido a "uma combinação de fatores genéticos e pessoais que causam maior dependência da nicotina".
A pesquisa mostra que o grau de vício é outro fator de risco de câncer que deve ser levado em conta, independente dos fatores de duração e de frequência na hora de fumar, uma vez que tudo indica que entre dois fumantes corre mais perigo de sofrer um câncer aquele que acender primeiro o cigarro, disse John Richie, coautor dos estudos.
Richie não soube explicar o motivo exato desse fato, mas pesquisas prévias apontam que os fumantes que acendem antes seu primeiro cigarro tendem a ter um nível mais elevado de metabólitos da fumaça do tabaco no organismo, o que sugere que estão expostos a níveis maiores de fumaça.
"Os indivíduos mais viciados têm maior risco de sofrer um câncer no pulmão, cabeça e pescoço", acrescentou.
Os cientistas descobriram que em comparação com os fumantes que acendiam seu primeiro cigarro mais de uma hora depois de acordar, aqueles que o acendiam entre 31 e 60 minutos depois eram 1,31 vezes mais propensos a desenvolver um câncer de pulmão, um número que aumentava para 1,79 vezes se o fumavam dentro da primeira meia hora.
O estudo foi realizado com 4.775 doentes de câncer de pulmão e um grupo de controle de 2.835 pessoas, todos fumantes assíduos.
Muscat e seus colegas também estudaram 1.055 doentes de câncer de cabeça e pescoço e um grupo de controle de 795 pessoas, todos com histórico como fumantes.
Em comparação com os indivíduos que fumavam mais de uma hora após acordar, os que fumavam entre 31 e 60 minutos depois tinham uma probabilidade 1,42 vezes maior de desenvolver um câncer de pescoço e cabeça e os que acendiam o cigarro dentro da primeira meia hora 1,59 vezes mais.
"A melhor estratégia para prevenir estes cânceres é não fumar", lembrou Richie, explicando que o objetivo destes estudos é avaliar as diferenças no grau de risco entre indivíduos.
Segundo o cientista, "entender a relação entre a dependência e o risco pode contribuir para desenvolver métodos para combater o hábito e ajudar as pessoas a deixarem de fumar ou a não começar".

Fonte: www1.folha.uol.com.br



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Bolha construída por aranha mergulhadora funciona como 'guelra'


Foto: Stephan Hetz/BBC

A teia que aranhas mergulhadoras constroem e enchem de ar para formar uma bolha funciona como uma guelra de peixe, permitindo que os aracnídeos permaneçam embaixo da água por longos períodos de tempo, um estudo revelou.

A espécie, conhecida como Argyroneta aquatica, habita pequenos lagos e riachos de pouca correnteza na Europa e Ásia.

Elas passam praticamente toda a vida sob a água, se acasalando, colocando ovos e capturando suas presas em suas bolhas.
Em estudo publicado na revista científica Journal of Experimental Biology, cientistas mediram a quantidade de oxigênio dentro e também na área externa em torno da bolha.
Eles concluíram que a bolha funciona como uma guelra, extraindo oxigênio dissolvido na água e dispersando dióxido de carbono acumulado no interior.
O mecanismo permite que elas subam à superfície apenas uma vez por dia ou menos, em vez de a cada 20 ou 40 minutos, como se pensava anteriormente.

EXPERIMENTO

As teias de seda da aranha mergulhadora são construídas em meio à vegetação subaquática.
Para encher sua "cápsula de mergulho" com ar, as aranhas usam pêlos finos presentes em seu abdômen para transportar bolhas de ar da superfície para baixo.
Para compreender com que regularidade as criaturas reabastecem suas bolhas, os especialistas em invertebrados Roger Seymour e Stefan Hetz coletaram espécimes encontrados no rio Eider, na Alemanha.
No laboratório, eles criaram um lago artificial simulando as condições encontradas em uma lagoa de água parada e rica em vegetação em um dia quente de verão.
Usando um aparelho chamado optodo, os pesquisadores mediram as diferenças em níveis de oxigênio dentro da bolha e na água em torno dela, identificando uma troca de gases semelhante à que é realizada pelas guelras de animais que respiram embaixo da água.
"Foi necessário usar os minúsculos optodos sensíveis ao oxigênio", disse Seymour. O especialista explicou que esse tipo de instrumento só ficou disponível nos últimos cinco ou dez anos.
"À medida que a aranha consome o oxigênio do ar dentro da cápsula, ela diminui a concentração de oxigênio no interior", explicou.
"O oxigênio pode descer abaixo do nível de oxigênio dissolvido na água. Quando isso acontece, oxigênio da água pode ser direcionado para dentro da bolha", explicou o cientista.
"O dióxido de carbono que a aranha produz não é um problema, porque é facilmente dissolvido na água e nunca se acumula".

NITROGÊNIO

As aranhas mergulhadoras tem, no entanto, de lidar com um problema que não aflige animais que usam guelras para absorver oxigênio da água e eliminar o dióxido de carbono: o que fazer com os outros gases contidos no ar que carregam para o interior da bolha.
"Se você absorve um dos gases de uma mistura de gases no interior de uma bolha, a concentração dos outros gases aumenta", disse Seymour.
"O oxigênio é tirado da bolha, e como o CO2 não se acumula, isso faz com que o nitrogênio na bolha aumente em concentração".
Na medida em que o nitrogênio da bolha se dispersa, a estrutura começa a desmoronar, mas isso acontece lentamente - segundo as observações dos cientistas, o processo demora mais ou menos um dia.
"A aranha é capaz de ficar na cápsula de mergulho em dias muito quentes, quando seu metabolismo é maior? do que o normal, se a água for bem oxigenada", explicou Seymour.
Isso significa que ela não precisa retornar à superfície com frequência, evitando o risco de ser pega por predadores como pássaros.
Os períodos prolongados de mergulho também permitem que as aranhas esperem, sem ser perturbadas, pela passagem de suas presas.

Fonte: BOL Notícias / BBC