sexta-feira, 10 de maio de 2013

Apetite das minhocas é alternativa ecológica para o lixo orgânico

           

 

As minhocas podem ser uma solução para acabar com o lixo de casa. Elas têm a capacidade de devorar diariamente entre 50% e 100% de seu peso em resíduos orgânicos (cascas e pó de café), materiais carbonados (papelão e jornais) e até a poeira varrida com a vassoura. À medida que o volume do lixo é reduzido, os excrementos das minhocas aumentam na composteira, uma torre que tem buracos entre cada andar para permitir o deslocamento das minhocas. Acima, imagem do Eco-Worms, único modelo de composteira de minhocas vendido na França.
Quase nada escapa à sua presença: elas se movem sutilmente em meio às cascas de batata e revelam uma silhueta rosada entre restos de verduras. No entanto, na lixeira orgânica, centenas de minhocas digerem os rejeitos, reduzindo o seu volume, e produzem um fertilizante de qualidade para as plantas.
"É incrível o que comem, são hipervorazes!", diz Patricia Dreano, surpresa com o apetite de 400 minhocas da espécie Eisenia foetida que colonizaram uma composteira feita para elas, instalada no subsolo da sua casa, situada perto de Josselin (em Morbihan, no Oeste da França), debaixo da mesa onde prepara suas sopas.
Importada da Austrália e dos Estados Unidos, a composteira de minhocas permite "reciclar naturalmente até 30% do conteúdo da nossa lixeira" mais rápido e facilmente do que a composteira clássica colocada em um canto do jardim, conta Gwénola Picard, 42.
Ao lado do marido, criador de perus, eles fundaram a fazenda Pays de Josselin, um criadouro de milhões de minhocas que se nutrem de excrementos de cavalos, vacas, aves de criação e restos de comida recuperados dos restaurantes.
Usado por particulares, o princípio é simples: cada minhoca devora diariamente entre a metade e uma vez o seu peso em resíduos orgânicos (cascas e pó de café), materiais carbonados (papelão e jornais) e até a poeira varrida com a vassoura.
À medida que o volume dos dejetos se reduz, acumula-se o de excrementos de lombrigas no recipiente de minhocas, uma espécie de torre composta de bandeiras sobrepostas e buracos, para permitir o deslocamento das minhocas.

Chá de minhoca

Só falta recolher a composteira de minhocas, um fertilizante com a consistência da terra, destinado a nutrir o solo e revitalizar as plantas. "Depois de dois meses, de cada 10 quilos de dejetos, são recuperados cinco quilos", diz Gwénola Picard.
Sem odores, sem moscas e sem possibilidade de que as minhocas escapem. O único problema é recolher regularmente o "chá de minhoca", um adubo líquido procedente da água da matéria em decomposição, para evitar que as minhocas se afoguem.
"Abrir a composteira na minha casa já é uma prova", admite, sorridente, Patricia Ros-Chilias, diretora do centro de lazer de Josselin. O que não a impede de receber, encantada, uma composteira de minhocas cor-de-rosa nova em folha no refeitório das crianças. "É muito prática porque não precisa ir à rua" nos dias de chuva ou frio.
"Estão ali do lado, sabemos que temos que alimentar nossas minhocas", explica. "É um gesto automático: comemos e, em vez de jogarmos fora os restos, antes perguntamos se é possível reciclá-los", disse.
Embora o método seduza quase todos, "a demanda aumenta nas comunidades", constata Frédéric Raveaud, da empresa Collavet-Plastiques, e criador do Eco-Worms, único modelo de composteira de minhocas francês, muito colorido. "Há quatro anos, quando começamos, era um produto para engajados", mas agora vendemos entre "3.000 e 3.500".
No município de Saint-Jean-Brévelay, perto de Vannes, onde são vendidos a partir de 40 euros a peça, vinte particulares já estão em filas de espera.
"Os dejetos orgânicos que deveriam ir para as composteiras representam entre 15% e 20% do conteúdo das lixeiras", diz Maxime Lohézic, do serviço ambiental desta comunidade.
"O potencial [das minhocas] é enorme", pois estes animais são menores e mais discretos do que as tradicionais, que vão se tornar os "novos bichos de estimação", após o pedido das autoridades competentes para reciclar os dejetos de consumo privado.

Fonte: BOL

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Metrô de São Paulo terá arte urbana sobre animais ameaçados

Exposição no metrô
Data do evento: 03/05/2013 - 21/05/2013
 
A Fundação SOS Mata Atlântica realiza, de 3 a 21 de maio, a exposição A Mata Atlântica é o Bicho, no Espaço Cultural da Estação Brás do Metrô de São Paulo. Serão oito painéis grafitados pelo artista Gejo, com animais que só existem na Mata Atlântica ou estão ameaçados de extinção.

O objetivo é sensibilizar o público para a importância da conservação da Mata Atlântica e iniciar as comemorações para o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio). No dia 23 de maio as peças seguirão para exposição na 9ª edição do Viva a Mata – Encontro Nacional pela Mata Atlântica.

O evento, que este ano terá o tema Direitos e Deveres Ambientais, acontecerá de 24 a 26 de maio, das 9h às 18h, na Marquise do Parque Ibirapuera e no auditório do MAM (Museu de Arte Moderna), em São Paulo/SP.

Confira um dos trabalhos do artista Gejo, responsável pelos painéis que irão compor a exposição:
Conheça os oito animais que serão apresentados:

Aranha-armadeira
Nome científico: Phoneutria bahiensis.
Espécie endêmica: só existe na Mata Atlântica
Mico-leão-dourado
Nome científico: Leontopithecus rosalia
Espécie corre perigo de extinção
Muriqui
Nome científico: Brachyteles hypoxanthus
Endêmico: só existe na Mata Atlântica
Espécie criticamente em perigo de extinção
Sapo-cururu
Nome científico: Chaunus ictericus
Endêmico: só existe na Mata Atlântica
Tucano-de-bico-verde
Nome científico: Ramphostos dicolorus
Endêmico: só existe na Mata Atlântica

Soldadinho-de-araripe
Nome científico: Antilophia bokermanni
Endêmico: só existe na Mata Atlântica
Espécie criticamente em perigo de extinção
Peixe anual
Nome científico: Austrolebias wolterstorffi
Bioma: Mata Atlântica e Pampa
Espécie criticamente em perigo de extinção
Tartaruga-de-pente
Nome científico: Eretmochelys imbricata
Bioma: Marinho
Espécie corre perigo de extinção

Descoberta toca de tatu gigante pré-histórico na Serra da Gandarela


25/04/2013
Com informações do Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela – Pesquisadores do Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela anunciaram a descoberta de uma paleotoca – toca de um tatu gigante extinto há 10 mil anos – na região. Os tatus gigantes chegavam a pesar 250 quilos e viveram na América do Sul por milhões de anos, até cerca de 10 mil anos atrás. Eles fazem parte da Megafauna, grupo ao qual pertencem outros animais gigantes como o mastodonte e a preguiça gigante. Existiram diversas espécies de tatus gigantes, como o Panochthu, o Pampatherium e o Propraopus grandis.

a pré história

  • Área aguarda criação de Parque para proteger seu patrimônio histórico e natural
A área onde a paleotoca foi descoberta passa por um movimento para criação de uma unidade de conservação para proteger seu patrimônio histórico e natural – o Parque Nacional da Serra do Gandarela. Quem quiser se manter informado sobre o assunto pode acompanhar o site do Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela. Outra opção é assinar a newsletter do movimento (informando nome e email) no link http://mad.ly/signups/76532/join. O processo é simples e não exige senhas de acesso.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Morre o compositor e zoólogo Paulo Vanzolini

Além de brilhante carreira na zoologia, Vanzolini entrou para rol dos maiores compositores da música brasileira.
O compositor e zoólogo Paulo Vanzolini morreu na noite deste domingo (28). A morte foi anunciada pelo Hospital Israelita Albert Einsten, em São Paulo, onde estava internado desde quinta-feira (25), na Unidade de Terapia Intensiva, em decorrência de pneumonia. Com velório fechado ao público, o corpo de Vanzolini será enterrado na tarde de hoje no Cemitério da Consolação.

 Formado em medicina no Brasil e com doutorado em biologia pela Universidade de Harvard, nos
Estados Unidos, o zoólogo dedicou seus estudos aos répteis e anfíbios. Foi por três décadas diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), onde trabalhou por mais de 50 anos e autor da lei que criou a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Sócio da SBPC desde sua fundação em 1948, o pesquisador foi conselheiro da entidade por dois mandatos: de 1973 a 1977, sob a presidência de Oscar Sala; e entre 1983 e 1987, no mandato de Crodowaldo Pavan. Sua contribuição na área das Ciências Biológicas rendeu o prêmio da Ordem Nacional do Mérito Científico com a classe Grã-Cruz. Também foi premiado pela Fundação Guggenheim, de Nova York.

Além de brilhante carreira na zoologia, Paulo Vanzolini entrou para rol dos maiores compositores da música brasileira com sambas clássicos, como "Ronda", "Praça Clóvis", "Volta por Cima" e "Na Boca da Noite", interpretados por grandes nomes da MPB, como Chico Buarque, Maria Bethânia e Paulinho da Viola.

No mês passado, Vanzolini foi um dos 87 artistas a se apresentar em evento no Teatro Oficina promovido pela Casa de Francisca, pequena casa de shows paulistana. Também em março, recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) pelo conjunto da obra.

Compositor bissexto, de músicas que chegavam a demorar um ano a ficar prontas, Vanzolini não tocava nenhum instrumento (para escrever as canções, entoava-as a amigos músicos) e tinha, assumidamente, um "grande problema com a afinação" (como disse em entrevista ao "Jornal do Brasil", em 1970), mas se firmou como um grande compositor de samba.

Compunha nas horas vagas do trabalho como zoólogo.

"Não tenho carreira de compositor. Música, para mim, é um hobby. Trabalho 15 horas por dia como zoólogo, adoro minha profissão. Não sei cantar, nem sei a diferença entre o tom maior e o menor", disse, em 1997, em entrevista à Folha.



















Filho do engenheiro Carlos Alberto Vanzolini, Paulo Emílio Vanzolini nasceu em São Paulo em 1924 e morou, dos quatro aos seis anos de idade, no Rio. Desde cedo, habituou-se a ouvir sambas nas rádios. Aos 18 anos, ao entrar na Faculdade de Medicina da USP, em 1942, passou a frequentar rodas paulistanas de samba.
Naquela época, aceitou um convite do primo Henrique Lobo para trabalhar no programa "Consultório Sentimental", de Cacilda Becker, de quem se tornaria amigo. No programa, falando como "doutor Edson Gama", Vanzolini dava receitas de emagrecimento.
Antes mesmo de concluir o curso universitário, ingressaria como pesquisador no Museu de Zoologia. A medicina na USP, ele sempre disse, foi só um caminho para facilitar a admissão no doutorado em zoologia em Harvard.
Em 1948, casou-se com Ilze, secretária da reitoria da USP, com quem teria cinco filhos, incluindo o diretor de cinema e sócio da Conspiração Filmes, Tony Vanzolini. Embarcou com Ilze para os EUA, onde faria o doutorado e conviveria com músicos de jazz.
A primeira composição, "Ronda", é de 1951, ano em que também publicou o volume de poemas "Lira", pelos Cadernos do Clube de Poesia de São Paulo. A canção seria gravada só dois anos depois, em 1953, no lado B de um LP de Inezita Barroso, de quem era amigo.
A música ficaria famosa na voz de Marcia, nos anos 1960, e ganharia o país graças também a intérpretes como Bethânia (que a incluiu, em 1978, no LP "Álibi"), Carmen Costa, Angela Maria e Nora Ney.
Caetano Veloso fez uma referência melódica a "Ronda" em "Sampa", outro grande clássico paulistano. Vanzolini não via a referência como homenagem. "Uma música é considerada plágio quando tem oito compassos de outra. 'Sampa' tem 14 compassos de 'Ronda'. É uma citação", disse, ao "Jornal do Brasil", em 2000. Mas o compositor dizia não se importar, já que não gostava de "Ronda". "É muito piegas. Tem que gente que diz que 'Ronda' é o hino de São Paulo. Que belo hino! É a história de uma prostituta que vai matar o amante."
Nos anos 50, trabalhando na produção de programas musicais na Record, ficou amigo de outro grande representante do samba paulistano, Adoniram Barbosa Ðcom quem acabou nunca compondo, apesar de muitos planos nesse sentido.
Em 1963, foi a vez do cantor Noite Ilustrada lançar a segunda composição de Vanzolini a ser gravada, "Volta por Cima" --antes recusada por Inezita, que a considerou pouco comercial. A gravação, além de se tornar conhecida no país inteiro, foi incluída no filme "O Dragão da Maldade" contra o "Santo Guerreiro" (1969), que renderia a Glauber Rocha o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes. A música faria sucesso também na voz de Jair Rodrigues.
Só em 1967, mais de 20 anos depois de começar a compor, Vanzolini teria um disco inteiro gravado com suas canções. Produzido por seus amigos Luís Carlos Paraná (dono do lendário bar Jogral) e Marcus Pereira, "11 Sambas e uma Capoeira" teve músicas interpretadas por nomes como Chico Buarque ("Praça Clóvis" e "Samba Erudito"), Cristina Buarque ("Chorava no Meio da Rua") e o próprio Paraná ("Capoeira do Arnaldo"). Anos depois, esse seria considerado pelo compositor como seu único disco "que presta".
Vários outros anos se passariam até, em 1979, ele mesmo gravar suas músicas, em "Paulo Vanzolini por Ele Mesmo".
Embora tenha composto quase sempre sozinho, Vanzolini chegou a fazer parcerias, especialmente com Toquinho, que divide com ele a assinatura de músicas como "Na Boca da Noite" e "Boba".
Em 1993, depois de três décadas como diretor do Museu de Zoologia, teve aposentadoria compulsória, mas continuou trabalhando de segunda a sábado na instituição. "É a única coisa de que gosto, a única coisa que sei fazer [...]. Um dia eu nasci e já era zoólogo", comentou, em 2002, à revista "Scientific American Brasil".
Em 2009, foi retratado no documentário "Um Homem de Moral", de Ricardo Dias, que pôs imagens da metrópole para dialogar com canções como "Samba Erudito" e "Cuitelinho".
Nos últimos anos, Vanzolini já não costumava compor, apesar de ainda participar de shows, nem trabalhava no museu, embora colhesse os frutos de seu esforço --em 2012, ganhou R$ 300 mil da Fundação Conrado Wessel por sua produção científica.
Em 2004, foi internado no Hospital Sírio Libanês, com problemas cardíacos. Mas o maior representante da boemia paulistana nunca dispensou sua cervejinha. "Isso os médicos ainda não me tiraram", disse à Folha em 2009.
E até os últimos dias, todo sábado, segundo seu amigo também compositor Eduardo Gudin, ele ia ao Bar do Alemão, na zona oeste da capital, ouvir sua atual mulher, a cantora Ana Bernardo, e lá ficava até a madrugada chegar.

Fontes: Jornal da Ciência e Folha de São Paulo

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Pesca do camarão suspensa em algumas regiões do Nordeste

receita camarão
Está proibida, até 15 de maio de 2013, a pesca do camarão-rosa, camarão sete-barbas e camarão-branco na área compreendida entre os estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e municípios de Mata de São João e Camaçari na Bahia. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), esta é a primeira fase do defeso do camarão e destina-se à proteção dos crustáceos jovens, em fase de reprodução (recrutamento e desova).
Neste período, estão proibidas as atividades de captura com qualquer petrecho de pesca, conservação, beneficiamento, comercialização ou industrialização de camarão. O descumprimento da proibição sujeita os infratores às penalidades previstas na Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto nº 6.514/2008. A multa para este crime varia de R$ 700 a R$ 100 mil, acrescida de R$ 20 por quilo do pescado apreendido, culminando com a perda da embarcação, dos petrechos de pesca, do produto e, ainda, com o cancelamento da licença de pesca, além de os infratores serem responsabilizados em processo criminal, a pedido do Ministério Púbico Federal.

Com informações do Ministério do Meio Ambiente.

Descoberta nova espécie na Mata Atlântica do Nordeste


Com informações da CI-Brasil
16/04/2013

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), liderados por Antônio Rossano Mendes Pontes, da UFPE, publicaram recentemente a descoberta de uma nova espécie de porco-espinho, que recebeu o nome de Coendou speratus.
Os pesquisadores avistaram pela primeira vez indivíduos da nova espécie na Usina Trapiche, área situada na Mata Atlântica do Nordeste, uma das regiões mais ricas em biodiversidade e, ao mesmo tempo, mais ameaçadas do mundo. O artigo com a descoberta foi publicado na Zootaxa, uma revista científica internacional dedicada, principalmente, à publicação de artigos que contêm descrições de espécies novas e, também, revisões taxonômicas de vários grupos de animais.
A descoberta fez parte de um estudo de 5 anos que contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste – CEPAN, Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – FACEPE, Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo – FAPES e da Conservação Internacional – CI-Brasil.
Os porcos-espinhos são roedores arbóreos de pequeno e médio porte e pesam cerca de 1,5 kg. Segundo Rossano, “a espécie foi batizada de ‘speratus’, que significa esperança, para representar nossa esperança de preservar o que resta deste importante hotspot”. Diante desse achado, os cientistas confirmam que na Mata Atlântica do Nordeste espécies estão desaparecendo antes mesmo de terem sido descritas pela ciência. “É urgente a necessidade de se preservar este fragmento de Mata Atlântica e da realização de mais levantamentos para se determinar a riqueza real destas áreas que ainda são muito pouco conhecidas”, conclui Rossano.
Segundo o pesquisador, mais de 50% dos mamíferos de grande porte, como onças e antas, estão extintos regionalmente, e qualquer animal de médio e grande porte na Mata Atlântica do Nordeste corre o risco de desaparecer, pois os fragmentos de mata são muito pequenos, possuem características de borda, são isolados uns dos outros e não tem a estrutura suficiente para manter a comunidade biológica original. Os mamíferos remanescentes se distribuem de forma irregular e imprevisível no que resta dessa floresta.
No caso da nova espécie descrita, ela foi encontrada depois que os pesquisadores fizeram o levantamento de cerca de 33 fragmentos de floresta, entre os estados de Pernambuco e Alagoas. Um pequeno grupo de 5 indivíduos foi avistado na Usina Trapiche, uma propriedade particular localizada aos sul de Pernambuco. A usina realiza um programa de restauração de suas matas e possui importantes fragmentos de floresta na propriedade.
Dos 56.400 km2 de floresta original da Mata Atlântica, ao norte do rio São Francisco, sobraram menos de 2.000 km2 (menos de 4% da área original) de florestas, em sua grande parte dominadas por áreas em processo de regeneração, distribuídos em pequenos fragmentos (abaixo de 50 hectares). A destruição da floresta nesta região é muito antiga, e é decorrente do uso e ocupação do território desde a época do Brasil Colônia.
A Mata Atlântica do Nordeste, acima do rio São Francisco, é denominada Centro de Endemismo de Pernambuco, pois a região apresenta várias espécies endêmicas, ou seja, não encontradas em nenhuma outra parte do planeta. Para Luiz Paulo Pinto, diretor sênior de Biomas da Conservação Internacional, “a descoberta dessa espécie nova mostra, mais uma vez, a riqueza biológica e as surpresas que a Mata Atlântica ainda proporciona. Mesmo sendo o bioma mais bem estudado do Brasil e já bastante alterado, ainda temos muito que aprender com essa floresta. O porco-espinho novo da Mata Atlântica do Nordeste se junta a outras 701 espécies de mamíferos já registrados para o Brasil. Em média duas novas espécies de mamíferos foram descritas no país semestralmente nesses últimos 20 anos. A Mata Atlântica e a Amazônia foram os biomas com o maior número de descobertas. Esses números reforçam o Brasil como um país de megadiversidade e a grande responsabilidade que temos para manter esse patrimônio.”
Os pesquisadores acreditam que, para reverter o processo de degradação da Mata Atlântica nessa região, é preciso uma nova abordagem, criando uma rede de paisagens sustentáveis e ampliando a conectividade entre os remanescentes florestais, que torne possível a manutenção e regeneração da floresta associado ao desenvolvimento econômico e bem estar da população local. “Essa belíssima descoberta vem a corroborar a importância biológica dos remanescentes de Floresta Atlântica do Nordeste que, apesar de possuir o pior cenário de remanescentes de habitats naturais do Brasil abriga uma riqueza de espécies ainda pouco conhecida. Essa nova espécie vem a trazer mais evidencias para o aumento dos esforços de conservação nessa região.”, salienta Severino Rodrigo Ribeiro, diretor do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste – CEPAN e Pós-doutorando do Laboratório de Ecologia Vegetal da UFPE.
Mais informações com assessoria de imprensa da Conservação Internacional: Marcele Bastos – m.bastos@conservacao.org – (31) 3261-3889 begin_of_the_skype_highlighting (31) 3261-3889 GRÁTIS end_of_the_skype_highlighting ou no site da CI-Brasil .

domingo, 14 de abril de 2013

Vídeo - CICLO DE KREBS


           Respiração celular - Ciclo de Krebs

Vídeo - RESPIRAÇÃO CELULAR

 
           Vídeo aula sobre respiração celular

O PARTO

 
Depois de aproximadamente nove meses cerca de 40 semanas após o ato da fecundação, o feto já se desenvolveu e está pronto para viver no ambiente externo ao útero materno, que não tem mais condições de mantê-lo e protegê-lo. Está na hora de nascer.
De modo geral, a hora do parto é cercada de muita expectativa, ansiedade e até medo, o que acarreta numa grande excitação da gestante principalmente daquela que está dando à luz o seu primeiro filho.
Durante a gravidez, a gestante deve fazer o acompanhamento pré-natal em postos de saúde, hospitais etc. O ginecologista/ obstetra dará orientações corretas que ajudarão a acompanhar e perceber os sinais que precedem a hora do parto, o nascimento do bebê (contrações regulares do útero, rompimento da “bolsa d’água”, muco ou pequena quantidade de sangue expelida pela vagina, etc.). O médico também informará qual o tipo de parto á melhor indicado para a gestante.
 
Parto "normal" ou "natural"

 
O trabalho de parto geralmente inicia quando o desenvolvimento do feto está completo. Determinados hormônios da mãe estimulam o útero a se contrair, até expulsar o bebê.
Essas contrações provocam a dilatação do colo do útero. O colo do útero, ou colo uterino, é a parte do útero que se comunica com a vagina. A sua posição é no fundo do canal vaginal. No momento do parto, é essa porção que dilata, dando passagem ao feto nascer. Por isso a vagina também é chamada de canal de parto. Na maioria dos casos, nas últimas semanas de gestação o bebê se vira, colocando a cabeça na parte mais larga da pélvis da mãe. A cabeça se apresenta, assim, em primeiro lugar, o que facilita o parto.

 
Cesariana

 
A cesariana é um procedimento cirúrgico com anestesia, em que se faz uma incisão (corte) horizontal, na barriga da mãe, alguns centímetros abaixo do umbigo. Por meio dele, retiram-se o bebê e a placenta.
A cesariana é indicada especialmente quando o bebê não está em posição favorável; quando ele está sofrendo; quando não há dilatação do colo do útero; se a mãe está correndo o risco; se é hipertensa. Como os demais tipos de cirurgia, não deve ser uma prática indiscriminada, feita sem necessidade ou orientação médica.

HISTOLOGIA BÁSICA

 


 

Histologia
A histologia (do grego: hydton = tecido + logos = estudos) é a ciência que estuda os tecidos biológicos, desde a sua formação (origem), estrutura (tipos diferenciados de células) e funcionamento.

Mas o que é tecido?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O corpo de um organismo multicelular é constituído por diferentes tipos de células, especializadas em realizar diversas funções. As células com determinado tipo de especialização organizam-se em grupos, constituindo os tecidos. Alguns tecidos são formados por células que possuem a mesma estrutura; outros são formados por células que têm diferentes formas e funções, mas que juntas colaboram na realização de uma função geral maior.
A diferenciação dos tecidos e a conquista do ambiente terrestre
 
Dentre as diversas adaptações que favoreceram a conquista do meio terrestre pelos vertebrados destacam-se um eficiente revestimento corporal impermeabilizado, um adequado sistema esquelético de suporte do organismo e de seus órgãos e um hábil mecanismo que permite a movimentação do organismo pelo meio. No homem, essas três tarefas são desempenhadas, na ordem, pela pele, pelo conjuntivo de ossos do sistema esquelético e pelos inúmeros músculos componentes do sistema muscular. Ossos e músculos constituem o sistema locomotor.
 
 
Como são formados os tecidos?
 
Todos os tecidos presentes nos vertebrados adultos são formados a partir de três tipos de folhetos germinativos: endoderma, ectoderma e mesoderma. Cada um desses, durante o desenvolvimento embrionário, é responsável por uma genealogia de células especializadas quanto à forma e função.
Os destinos finais (organogênese) desses folhetos germinativos, na formação dos tecidos e órgão humanos, são:
 
Ectoderma
  • Epiderme e anexos cutâneos (pêlos e glândulas mucosas);
  • Todas as estruturas do sistema nervoso (encéfalo, nervos, gânglios nervosos e medula espinhal);
  • Epitélio de revestimento das cavidades nasais, bucal e anal.
Mesoderma
  • Forma a camada interna da pele (derme);
  • Músculos lisos e esqueléticos;
  • Sistema circulatório (coração, vasos sangüíneos, tecido linfático, tecido conjuntivo);
  • Sistema esquelético (ossos e cartilagem);
  • Sistema excretor e reprodutor (órgãos genitais, rins, uretra, bexiga e gônadas).
Endoderma
  • Epitélio de revestimento e glândulas do trato digestivo, com exceção da cavidade oral e anal;
  • Sistema respiratório (pulmão);
  • Fígado e pâncreas.

Tipos de Tecidos
Nos animais vertebrados há quatro grandes grupos de tecidos: o muscular, o nervoso, o conjuntivo (abrangendo também os tecidos ósseo, cartilaginoso e sanguíneo) e o epitelial, constituindo subtipos específicos que irão formar os órgãos e sistemas corporais.

Por exemplo: O sangue é considerado um tecido conjuntivo, com diversificadas células (as hemácias, os leucócitos e as plaquetas) e o plasma (água, sais minerais e diversas proteínas).
Nos invertebrados estes tipos de tecido são basicamente os mesmos, porém com organizações mais simples. A maioria dos tecidos além de serem compostos de células, apresentam entre elas substâncias intracelulares (intersticiais).

Especificação dos tecidos básicos

 


Epitélio → revestimento da superfície externa do corpo (pele), os órgãos (fígado, pulmão e rins) e as cavidades corporais internas;
 
Conjuntivo → constituído por células e abundante matriz extracelulas, com função de preenchimento, sustentação e transporte de substâncias;

Muscular → constituído por células com propriedades contráteis;

Nervoso → formado por células que constituem o sistema nervoso central e periférico (o cérebro, a medula espinhal e os nervos).

Fonte: Só Biologia

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cafeína deixa abelhas 'ligadas' e melhora polinização


 

© O Estado de S. Paulo
Cientistas concluíram que as abelhas, assim como os humanos, ficam mais "ligadas" com a cafeína, uma substância que melhora sua memória e as torna melhores polinizadoras, segundo um estudo publicado na revista Science.

Abelhas produtoras de mel alimentadas com uma solução açucarada contendo cafeína, que existe naturalmente no néctar do café e em flores cítricas, demonstraram ser três vezes mais propensas a lembrar do odor de uma flor do que aquelas alimentadas apenas com açúcar.

"Lembrar traços florais é difícil para as abelhas que voam rapidamente de flor em flor, e nós descobrimos que a cafeína as ajuda a lembrar onde estão as flores", escreveu a professora Geraldine Wright.

"As abelhas alimentadas com néctar contendo cafeína ficam carregadas com pólen de café buscam por outras plantas de café para encontrar mais néctar, o que melhora a polinização", escreveu a pesquisadora da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, que é especializada em neuroeterologia, o estudo do comportamento animal.

O efeito da cafeína na memória de longo prazo das abelhas foi significativo: três vezes mais abelhas lembraram um aroma floral 24 horas depois e duas vezes mais abelhas lembraram do cheiro após três dias.

Flores cítricas

A equipe concluiu que o néctar de algumas flores cítricas e de café contêm doses baixas de cafeína. Entre elas estão as espécies de café robusta, que costumam ser usadas para produzir café congelado a vácuo e o arábico, usado para fazer expresso e café filtrado. A toronja e os limões também têm cafeína, segundo o estudo.

"A cafeína é um elemento químico de defesa das plantas e tem um gosto amargo para muitos insetos, incluindo as abelhas, portanto ficamos surpresos em encontrá-la no néctar", disse Phil Stevenson, coautor do estudo, da Universidade de Greenwich, também no Reino Unido.

"No entanto, ocorre em uma dose que é baixa demais para que as abelhas sintam seu sabor, mas alta o suficiente para afetar seu comportamento", acrescentou.

"Este trabalho nos ajuda a entender os mecanismos básicos de como a cafeína afeta nossos cérebros. O que vemos nas abelhas poderia explicar porque as pessoas preferem tomar café quando estudam."

Os cientistas alertaram que o declínio das populações de abelhas e outros insetos polinizadores representa um risco para a biodiversidade e a produção de alguns cultivos.
Fonte: BOL Notícias/2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

Falta de água de qualidade mata uma criança a cada 15 segundos no mundo, revela Unicef | Agência Brasil


Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil

Brasília - A cada 15 segundos, uma criança morre de doenças relacionadas à falta de água potável, saneamento e condições de higiene no mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene, segundo representantes de outros 28 organismos das Nações Unidas, que integram a ONU-Água.
No Relatório sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, documento que a ONU-Água divulga a cada três anos, os pesquisadores destacam que quase 10% das doenças registradas ao redor do mundo poderiam ser evitadas se os governos investissem mais em acesso à água, medidas de higiene e saneamento básico.
As doenças diarreicas poderiam ser praticamente eliminadas se houvesse esse esforço, principalmente nos países em desenvolvimento, segundo o levantamento. Esse tipo de doença, geralmente relacionada à ingestão de água contaminada, mata 1,5 milhão de pessoas anualmente.
No Brasil, dados divulgados pelo Ministério das Cidades e pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, mostram que, até 2010, 81% da população tinham acesso à água tratada e apenas 46% dos brasileiros contavam com coleta de esgotos. Do total de esgoto gerado no país, apenas 38% recebiam tratamento no período.
Há poucos dias, a organização da sociedade civil Trata Brasil divulgou levantamento que confirma a relação entre a falta de saneamento e acesso à agua potável e os problemas de saúde que afetam principalmente as crianças. O Ranking do Saneamento levantou a situação desse serviço nas 100 maiores cidades do país, considerando a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, investimentos, avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 77 milhões de brasileiros dessas localidades (40% da população brasileira).
O levantamento mostrou que a política em 'grande parte das maiores cidades do país avança, mesmo lentamente, nos serviços de saneamento básico, sobretudo no acesso à água potável, à coleta, ao tratamento dos esgotos e à redução das perdas de água'. Os pesquisadores destacaram, porém, que existe um número expressivo de municípios de grande porte que não avançaram nesses investimentos.
De acordo com os pesquisadores, do volume de esgoto gerado nas 100 cidades, somente 36,28% são tratados, ou seja, apenas nas cidades analisadas, quase 8 bilhões de litros de esgoto são lançados todos os dias nas águas sem nenhum tratamento. 'Isso equivale a jogar 3.200 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza'.
Os órgãos das Nações Unidas apontam que, no mundo, o despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento - em banhos, cozinha ou limpeza doméstica - vão para rios, lagos e zonas costeiras e representam ameaça real à saúde e segurança alimentar no mundo.
Pelo ranking da Trata Brasil, o índice médio em população atendida com coleta de esgoto nas 100 cidades pesquisadas pela organização foi 59,1%. A média do país, registrada em 2010, era 46,2%. A boa notícia é que 34 cidades apresentaram índice de coleta de esgoto superior a 80% da população e apenas cinco municípios (Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Piracicaba e Franca) tinham 100% da coleta de esgoto em funcionamento.
Trinta e dois municípios se encontram na faixa de zero a 40% de coleta e 34 cidades têm entre 41% e 80% da cobertura de coleta de esgoto. 'Ou seja, na maioria dos municípios analisados ainda está distante a universalização dos serviços de coleta de esgoto', destaca o estudo.
A análise da organização não governamental destacou que vários fatores influenciam na ocorrência das diarreias, como a disponibilidade de água potável, intoxicação alimentar, higiene inadequada e limpeza de caixas d'água. O estudo mostrou a relação direta entre a abrangência do serviço de esgotamento sanitário e o número de internações por diarreia. De acordo com o levantamento, em 2010, em 60 das 100 cidades pesquisadas os baixos índices de atendimento resultaram em altas taxas de internação por diarreias
Nas 20 melhores cidades em taxa de internação (média de 17,9 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era 78%, enquanto nas dez piores cidades em internações por diarreia (média de 516 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era somente 29%.


Edição: Tereza Barbosa

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No dia mundial da água, conheça os problemas do recurso no Brasil


22/03/2013 

Flávio Florida/Folha Imagem


No dia 22 de março é comemorado o Dia Mundial da Água

Ronaldo Marques

do BOL, em São Paulo

Nesta sexta-feira, a ONU comemora o Dia Mundial da Água, criado há mais de 20 anos para celebrar e discutir a importância da água na vida do planeta. No Brasil, a abundância do recurso no território, com cerca de 13% de toda a água potável do mundo, pode até dar a sensação de que se trata de algo que nunca vai acabar, mas a água é finita. O professor Carlos Tucci, que comanda o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, alerta que a escassez da água é um problema mais próximo do que parece.
“Apesar do excesso de água em nosso território, sofremos com a falta da água potável no país. Pode ser uma falta quantitativa, quando não existe água suficiente no território - como no sertão nordestino - ou qualitativa - quando, apesar de existir a água, ela está poluída”, explica Tucci. Neste último caso está enquadrada a cidade de São Paulo.
“A região metropolitana paulista usou quase todos os recursos próximos e poluiu o restante. Dessa forma, as opções são buscar água cada vez mais distante, o que torna o custo maior, ou melhorar a gestão dos recursos disponíveis, como o reuso de água por meio da rede de saneamento”, explica o professor. Apesar dos problemas localizados, a geografia privilegiada do Brasil faz com que o país não tenha índices maiores de problemas com escassez de água.
Quanto ao resto do mundo, não se pode estipular uma data na qual a água potável acabaria, pois o recurso varia em cada país. “A disponibilidade e o consumo da água potável mudam de acordo com a região. Atualmente, utilizamos 70% de toda água de boa qualidade disponível no globo para a agricultura, 20% para a indústria, e 10% para consumo humano. Pode parecer que não falta água, mas em um futuro próximo isso pode se tornar um problema sério”, afirma o professor.
O futuro pode estar mais perto do que se imagina. Segundo os últimos relatórios de Desenvolvimento Humano da ONU, publicados entre 2006 e 2011, se o consumo de água potável continuar da forma que está, países africanos e asiáticos sofrerão com uma grave escassez de água já em 2025, que afetaria cerca de 5,5 bilhões de pessoas.

A água do mar pode ser uma alternativa à água doce?

O professor Carlos Tucci explica que a água salgada pode ser uma alternativa para regiões próximas do mar, porém com custos mais altos referentes à dessalinização. Como exemplo, ele cita a cidade de Perth, na Austrália, que já usa esse tipo de água para abastecer cerca de 1 milhão de pessoas.
O cenário piora em 2050, quando 75% da humanidade teria pouco acesso à água de qualidade, o que prejudicaria a produção agrícola e industrial, gerando também uma crise de alimentos. Atualmente, a ONU estima que 18% da população do planeta não tenha acesso à quantidade mínima necessária de água potável.
Mesmo assim, países como Canadá e Brasil, banhados por imensas reservas de água doce, vivem em um cenário distante de uma catástrofe. Para se ter uma ideia, um canadense gasta em média 600 litros de água diários, enquanto um africano utiliza menos de 30 litros em suas atividades por dia.
No Brasil, outro fator que deve ser levado em consideração é a poluição. A maioria dos riachos e mananciais que banham as cidades brasileiras estão poluídos, já que o país mantém apenas de 15 a 20% da rede de esgoto com o tratamento adequado.
Iniciativa ecológica
Usar água de forma irresponsável pode acelerar ainda mais os problemas que o planeta tem que enfrentar com a questão da escassez de água. Atitudes do cotidiano como escovar os dentes deixando a torneira aberta ou tomar um banho demorado devem ser evitadas ou trocadas por gestos mais ecológicos. Foi pensando nisso que o inventor Mário Benedito criou o "vaso sanitário ecológico", uma solução sustentável para evitar o desperdício. A invenção elimina as fezes sem o uso de água.

  • Privada que dispensa a água
Na média, após usar o banheiro e dar a descarga, uma pessoa gasta de 10 a 20 litros de água potável, segundo informações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
No equipamento ecologicamente correto, a água dá lugar à cal, que transforma as fezes em pó dentro de algumas horas. A solução final pode ainda ser utilizada como adubo.
Outra vantagem do sistema é que a substância faz evitar o mau odor, pois impede a liberação de metano, gás responsável pelo mau cheiro. O produto também impede que as fezes sejam jogadas no esgoto, oferecendo uma alternativa para o saneamento básico. A invenção, porém, ainda não é produzida em escala industrial.

Fonte: BOL

quarta-feira, 20 de março de 2013

Ainda dá tempo de participar - última semana do projeto itinerante em Ubatuba


SOS Mata Atlantica em Florianopolis

Data do evento: 11/03/2013 - 24/03/2013

O projeto “A Mata Atlântica é Aqui: Exposição Itinerante do Cidadão Atuante”, da Fundação SOS Mata Atlântica está em sua última semana em Ubatuba. Um caminhão da ONG, adaptado para atividades de educação ambiental, permanece na Praça de Eventos da Avenida da Praia, até 24 de março, com diversas atrações gratuitas para o público de todas as faixas etárias. De segunda a sexta o horário de funcionamento será das 9h às 17h, já aos sábados e domingos, das 10h às 17h.
Durante a visita, a SOS Mata Atlântica e as instituições parceiras locais promoverão palestras, oficinas, cinema, jogos educativos, debates, exposições, entre outras atividades. Entre os destaques da programação está a apresentação dos resultados das análises do monitoramento do Rio Acaraú, feito pela ONG Amigos na Preservação, Proteção e Respeito a Ubatuba (APPRU) nos meses de novembro e dezembro de 2012. A programação ainda conta com minicursos de fotografia e oficinas de produção de saquinhos de lixo com jornais, malabares e muito mais. Abaixo programação completa com os horários de todas as atividades.
Esta é a segunda vez que o projeto itinerante passa pela cidade de Ubatuba. A primeira visita ocorreu de 07 a 11 de outubro de 2009. Escolas e grupos interessados poderão realizar visitas monitoradas. O caminhão conta, ainda, com estrutura própria para receber deficientes físicos. Além disso, quem tiver interesse em se tornar um voluntário também poderá participar. Em caso de dúvidas sobre qualquer uma das atividades, é preciso entrar em contato pelo e-mail itinerante@sosma.org.br ou itinerante.apoio@sosma.org.br. Mais informações em www.sosma.org.br.
O patrocínio é de Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões & Ônibus. Diversas ONGs, projetos e o poder público apoiam a iniciativa. Entre eles estão as Secretarias Municipais do Meio Ambiente e de Educação, o Projeto Tamar, o Instituto Argonauta, o Aquário de Ubatuba, a Associação Socioambientalista ‘Somos Ubatuba’ (ASSU-Ubatuba), o Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN), a Câmara Técnica de Educação Ambiental (CTEA), a Área Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte (APA Marinha Litoral Norte), o Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Picinguaba, a Picinguaba Turismo Pedagógico e Consultoria em Projetos de Educação Ambiental, o Projeto Morada Viva, o Grupo de Maracatu de Ubatuba, a ONG Amigos na Preservação, Proteção e Respeito a Ubatuba (APPRU) e as empresas Vivência Turismo Pedagógico e Mar e Serra.
A visita do projeto em Ubatuba passará pela comemoração do Dia Mundial da Água (22/03) e pode ser uma boa oportunidade para a população se inteirar sobre o tema. Entre as atividades que envolvem esta temática está a palestra sobre gestão de recursos hídricos no Litoral Norte e também a coleta da água de dois rios da cidade para análise. Além disso, no dia 15/03, das 09 às 12h, a ONG APPRU apresentará um resumo do laudo da coleta da água do rio Acaraú feita em cinco pontos. Essa análise possibilitou o conhecimento para a população sobre os locais exatos onde o rio é poluído.


Monitoramento da qualidade da água

Em cada cidade visitada, a Fundação SOS Mata Atlântica realiza a análise de qualidade da água de um rio, córrego ou lago local. Para isso, a ONG faz a coleta de água usando um kit de monitoramento desenvolvido pelo programa Rede das Águas, da própria Fundação, que possibilita uma análise que engloba 14 parâmetros físico-químicos, entre eles transparência da água, lixo, odor, entre outros. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo, ruim, regular, bom e ótimo.
Em Ubatuba, haverá duas coletas de água. A primeira, no dia 12 de março, às 16h, no Rio Indaiá. No dia 19 de março, também às 16h, a coleta acontecerá no Rio Acaraú. Nos dois casos, as coletas serão realizadas nos pontos mais próximos e acessíveis do local onde o projeto estará estacionado. O resultado será divulgado, ao final da estadia na cidade, no site da ONG: www.sosma.org.br.


Atlas dos Remanescentes Florestais

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram em maio de 2012, os dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, no período de 2010 a 2011. Hoje, restam no Estado de São Paulo 2.642.468 ha de Mata Atlântica, o que, originalmente, já correspondeu a 16.918.918 ha. A cidade de Ubatuba ainda possui 75% de sua Mata Atlântica original em bom estado de conservação, um dos maiores índices entre os municípios brasileiros.


Projeto Itinerante – Nova Fase

O projeto itinerante já visitou mais de 100 cidades brasileiras. Ubatuba recebe o projeto totalmente reformulado, em seu quarto ciclo anual. Nesta nova fase, estão sendo visitadas 15 cidades litorâneas, localizadas nos seguintes Estados: RJ, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA, ES, SC e SP.
O quarto ciclo do projeto tem como tema a região costeira e os ambientes marinhos e vai mostrar a importância do mar para a conservação das nossas florestas. “Esse ciclo tem o objetivo de mobilizar a sociedade e mostrar como a Mata Atlântica está diretamente relacionada ao seu dia-a-dia, sensibilizando-a para atitudes diárias que podem fazer diferença na sua qualidade de vida”, destaca Romilda Roncatti, coordenadora do projeto.


Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.


PROGRAMAÇÃO

11 de março (seg)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
10h – Solenidade de Abertura.
14h – Jogos educativos: Jogo Ludo ambiental.
16h – Oficina: Casinha: boas práticas.


12 de março (ter)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
10h às 12h – Jogo e oficina, em parceria com o Aquário de Ubatuba/ Instituto Argonauta.
10h – Palestra: “Experiências e vivência de uma ecocasa em Ubatuba”, em parceria com o Projeto Morada Viva. Palestrante Marcelo Bueno.
14h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
16h – Coleta da água do Rio Indaiá para análise.


13 de março (qua)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
10h – Oficina: Casinha: boas práticas.
11h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
16h – Palestra: A Mata Atlântica é aqui em Ubatuba.


14 de março (qui)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
10h às 12h – Jogo e oficina, em parceria com o Aquário de Ubatuba/ Instituto Argonauta.
11h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
14h – Oficina de brinquedos feitos com garrafas PET.
15h – Jogos educativos: Jogo da Memória e Jogo Ludo Ambiental.


15 de março (sex)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
09h às 17h – Exposição de painéis e réplicas de tartarugas marinhas, em parceria com o Projeto Tamar.
09 às 17h – Oficina de reciclagem de papel com os jovens do Programa “Nosso Papel de Futuro”, em parceria com o Projeto Tamar.
09 às 12h – Apresentação do monitoramento da qualidade da água do rio Acaraú realizado pela APPRU – Campanha Itaguá Azul.
10h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
12h – Soltura de tartarugas, em parceria com o Projeto Tamar.
14h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
15h – Palestra: “Gestão de Recursos Hídricos no Litoral Norte: O CBH-LN”, em parceria com o CBH-LN. Palestrante: Marcio Santos.
16h – Palestra sobre o lixo no mar, em parceria com o Aquário de Ubatuba.


16 de março (sab)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Roda de conversa e stand up “Olhares do Atlântico”, em parceria com a Vivência Turismo Pedagógico/Mar e Serra.
10h às 12h – Jogo e oficina, em parceria com o Aquário de Ubatuba/ Instituto Argonauta.
10h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
11h – Jogos educativos: Jogo da Memória.
15h – Mini-curso: A arte como fotografia e técnicas básicas de fotografia. Ministrante: Daniel Fuser, biólogo e fotógrafo.


17 de março (dom)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Jogo Bingo Ambiental.
11h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
14h – Oficina de saquinhos de lixo com jornais. Ministrante: Tayra Godoi.
15h – Jogos educativos: Jogo da Memória e Jogo Ludo Ambiental.
16h – Oficina de desenho: Arte da Mata.


18 de março (seg)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
10h – Oficina de desenho de animais da Mata Atlântica.
10h – Palestra: “Água do mar limpa é água com vida! Como fazer para preservar?”, em parceria com a APA Marinha LN. Palestrantes: Laura Piatto e Paula Bolta.
13h – Jogos educativos: Jogo da memória.
14h – Palestra: “Redução de Consumo – Você quer? Ou Você Precisa?”, em parceria com a ONG Atitude 225. Palestrante: Mario Massi.
15h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.


19 de março (ter)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
10h às 12h – Jogo e oficina, em parceria com o Aquário de Ubatuba/ Instituto Argonauta.
14h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
15h – Palestra: “Dialogando sobre educação ambiental e educação para prevenção de riscos naturais”, em parceria com a ASSU-Ubatuba. Palestrante: Débora Olivato.
16h – Coleta da água do Rio Acaraú para análise.


20 de março (qua)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
10h – Jogos educativos: Jogo Ludo Ambiental e jogo da memória.
10h – Palestra: “Água do mar limpa é água com vida! Como fazer para preservar?”, em parceria com a APA Marinha LN. Palestrantes: Laura Piatto e Paula Bolta.
14h – Roda de conversa sobre “Educação Ambiental: A Importância de Vivências na Natureza”. Mediadora: Kelly de Marchi – Coordenadora do Projeto Aprendendo com a Mata Atlântica da Fundação SOS Mata Atlântica.
15h – Oficina de desenho de animais da Mata Atlântica.
16h – Oficina: Casinha: boas práticas.


21 de março (qui)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
10h às 12h – Jogo e oficina, em parceria com o Aquário de Ubatuba/ Instituto Argonauta.
10h – Oficina: Casinha: boas práticas.
11h – Palestra “A Importância dos Ecossistemas da Mata Atlântica”, em parceria com o Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Picinguaba. Palestrantes: Luciano Vieira e Rafaela Castro.
14h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
14h – Palestra: “Redução de Consumo – Você quer? Ou Você Precisa?”, em parceria com a ONG Atitude 225. Palestrante: Mario Massi.
15h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.


22 de março (sex)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 09h às 17h
10h – Roda de conversa e stand up “Olhares do Atlântico”, em parceria com a Vivência Turismo Pedagógico/Mar e Serra.
11h – Palestra: “Água do mar limpa é água com vida! Como fazer para preservar?”, em parceria com a APA Marinha LN. Palestrantes: Laura Piatto e Paula Bolta.
11h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
13h – Oficina de brinquedos feitos com garrafas PET.
15h – Oficina: Fazendo e aprendendo malabares: bolinhas. Ministrante: Daniel Fuser.
16h – Palestra sobre reabilitação de animais marinhos, em parceria com o Instituto Argonauta.


23 de março (sab)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h às 12h – Jogo e oficina, em parceria com o Aquário de Ubatuba/ Instituto Argonauta.
10h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
11h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o bicho e Jogo da Memória.


24 de março (dom)Praça de Eventos
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Oficina de desenho de animais da Mata Atlântica.
10h – Contação de Histórias – Contadora: Carla Martins dos Santos.
11h – Oficina: Casinha: boas práticas.
14h – Mini-curso: Técnicas básicas de fotografias. Ministrante: Daniel Fuzer, biólogo e fotógrafo.
15h – Início da Feira de Trocas.
16h – Apresentação de Maracatu, em parceria com o Grupo de Maracatu de Ubatuba.


Atividades que podem ser realizadas a qualquer momento: CineMata, Jogo Ludo Ambiental, Quiz nos IPADs (teste seu conhecimento sobre a Mata Atlântica e as regiões costeira e marinha), Jogo da Memória, Maquete Dinâmica, Oficinas de Desenhos, e outros Jogos Educativos.

Hora do Planeta 2013 será neste sábado 23/03/2013


Hora do Planeta 2013

Data do evento: 23/03/2013

Esse ano, a Hora do Planeta acontece no sábado, 23 de março, entre 20h30 e 21h30. Por sessenta minutos, milhões de pessoas no mundo todo irão apagar as suas luzes em um ato simbólico por soluções para as mudanças climáticas.
  • Participe você também: sábado, dia 23 de março, apague as luzes das 20h30 às 21h30 e participe da Hora do Planeta 2013.
É possível contribuir também divulgando a campanha: www.wwf.org.br/participe/horadoplaneta/divulgue/ .
Este ano a campanha traz o desafio “Eu vou se você for”. Por meio de uma plataforma no Youtube, pessoas, organizações, cidades e outros grupos podem desafiar outros usuários para ações específicas com base na pergunta: O que você está disposto a fazer para salvar o planeta?
Todas as informações estão disponíveis no site www.horadoplaneta.org.br .

Confira o vídeo do movimento:




O QUE É?

A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos. O movimento constitui a maior ação voluntária global pelo Meio Ambiente. Em 2012, mais de um bilhão de pessoas em todo mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.

QUANDO?

Sábado, dia 23 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta 2013.

ONDE?

No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa… Em 2012, mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.

domingo, 3 de março de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mosquito da dengue criou resistência a repelente, diz pesquisa

DA BBC BRASIL

Uma pesquisa conduzida por cientistas na Grã-Bretanha revelou que o mosquito da dengue aparentemente desenvolveu resistência a um princípio ativo presente na maioria dos repelentes atualmente comercializados no mundo, inclusive no Brasil.

A substância, conhecida como DEET, ou dietiltoluamida, é largamente empregada em repelente contra insetos, combatendo mosquitos, pernilongos, muriçocas e borrachudos. O composto age interferindo nos receptores sensoriais desses animais, inibindo seu desejo de picar o usuário.

O estudo, divulgado pela publicação científica "Plos One", analisou a reação de mosquitos da espécie Aedes aegypti, vetores da dengue e da febre amarela, à substância. Os cientistas concluíram que, ainda que inicialmente repelidos pelo composto químico, os insetos depois o ignoraram.

Eles recomendaram que governos e laboratórios farmacêuticos realizem mais pesquisas para encontrar alternativas à DEET.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dengue é hoje a doença tropical que se propaga mais rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, sua incidência aumentou 30 vezes, o que pode transformá-la em uma pandemia, advertiu o órgão.

ISCA

Para provar a eficácia da DEET os cientistas pediram a voluntários que aplicassem repelente com DEET em um braço e soltaram mosquitos.

Como esperado, o repelente afastou os insetos. No entanto, poucas horas depois, quando ofereceram aos mesmos mosquitos uma nova oportunidade de picarem a pele, os cientistas constataram que a substância se mostrou menos eficiente.

Para investigar os motivos da ineficácia da DEET, os pesquisadores puseram eletrodos na antena dos insetos.

"Nós conseguimos registrar a resposta dos receptores na antena dos mosquitos à DEET, e então descobrimos que os mosquitos não eram afetados pela substância", disse James Logan, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, instituição que realizou o estudo.

"Há algo sobre ter sido exposto ao composto químico pela primeira vez que muda o sistema olfativo dos mosquitos. Ou seja, a substância parece mudar a capacidade dos mosquitos de senti-la, o que a torna menos eficiente", acrescentou.

Uma pesquisa anterior feita pela mesma equipe descobriu que as mudanças genéticas em uma mesma espécie de mosquito podem torná-los imunes à DEET.

"Os mosquitos evoluem muito rapidamente", disse ele. "Quanto mais nós pudermos entender sobre como os repelentes funcionam e os mosquitos os detectam, melhor poderemos trabalhar para encontramos soluções para o problema quando tais insetos se tornarem resistentes à substância."

O especialista acrescentou que as descobertas não devem impedir as pessoas de continuarem usando repelentes com DEET em áreas de alto risco, mas salientou que caberá aos cientistas tentar desenvolver novas versões mais efetivas da substância.

Para complementar o estudo, os pesquisadores britânicos agora planejam entender por quanto tempo o efeito dura depois da primeira exposição ao composto químico.

A equipe também deve estudar o efeito em outros mosquitos, incluindo espécies que transmitem malária.

BRASIL

No Brasil, a dietiltoluamida está presente na maioria dos repelentes encontrados à venda. Produtos com termetrina e citronela também podem ser achados, mas em menor número.

Não é a primeira vez, entretanto, que a substância causa polêmica.

No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu à consulta popular uma proposta de resolução para assegurar a segurança e a eficácia dos repelentes a ser adotada pelos fabricantes.

No documento, cujo objetivo era disciplinar o comércio desse tipo de produto, o órgão determinava, por exemplo, a proibição do uso de repelentes com DEET em crianças menores de dois anos, além de informar sobre a necessidade de um estudo prévio para produtos com dosagem acima de 30% para um público acima de 12 anos. Em altas dosagens, especialmente em crianças, repelentes com DEET podem ser tóxicos.

Em entrevista à BBC Brasil, Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Hospital Albert Einstein e diretor do Instituto Saúde Plena, sugeriu alternativas ao uso de repelentes com DEET.

"É comum que depois de algum tempo os mosquitos adquiram certa imunidade ao produto, ainda que sejam necessários mais estudos para comprovar tal tese", explicou.

"Como alternativa, as pessoas podem usar repelentes com citronela e tomar complexo B, cujo cheiro desagrada os mosquitos, além, é claro, de usar mosquiteiros", disse.
 
Fonte: BOL

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Impacto Ambiental: ação do homem sobre o meio ambiente

Impacto Ambiental é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. Estas alterações precisam ser quantificadas, pois apresentam variações relativas, podendo ser positivas ou negativas, grandes ou pequenas. É importante saber que avaliar as consequências de algumas ações, par que possa haver a prevenção da qualidade de determinado ambiente que poderá sofrer a execução de certos projetos ou ações, ou logo após a implementação dos mesmos. As ações humanas sobre o meio ambiente. Pode ser positivo ou negativo, dependendo da qualidade da intervenção desenvolvida. A ciência e a tecnologia podem, se utilizadas corretamente, contribuir enormemente para que o impacto humano sobre a natureza seja positivo e não negativo. De acordo com o tipo de alteração, pode ser ecológica, social e/ou econômica.

Impacto ambiental deve ser entendido como um desequilíbrio provocado por um choque, resultante da ação do homem sobre o meio ambiente. No entanto, pode ser resultados de acidentes naturais: a explosão de vulcão pode provocar poluição atmosférica. Mas devemos dar cada vez mais atenção aos impactos causados pela ação do homem. Quando dizemos que o homem causa desequilíbrios, obviamente estamos falando do sistema produtivo construído pela humanidade ao longo de sua historia. Estamos falando do particularmente do capitalismo, mas também do quase finado socialismo.
Um impacto ocorrido em escala local pode ter também consequências em escala global. Por exemplo, a devastação de florestas tropicais por queimadas para a introdução de pastagens pode provocar desequilíbrios nesses ecossistemas naturais. Mas a emissão de gás carbônico como resultado da combustão das árvores vai colaborar para o aumento da concentração desse gás na atmosfera, agravando o “efeito estufa”. Assim, os impactos localizados, ao se somarem, acabam tendo um efeito também em escala global.
De forma simplificada pode-se afirmar que em termos de avaliação do impacto ambiental das atividades humanas existem três grandes problemas no país, inseparáveis mas inconfundíveis, cada um com uma sistemática de análise científica distinta: as atividades energético-mineradoras, as atividades industriais-urbanas e as atividades agrossilvopastoris. Em geral, os critérios, instrumentos e métodos utilizados para avaliar o impacto ambiental são próprios a cada uma dessas três atividades e não universais.
O impacto ambiental das atividades energéticas e mineradoras é, em geral, intenso, pontual, limitado e preciso em termos de localização (uma hidrelétrica, uma mineração, por exemplo). Empreendimentos dessa natureza envolvem parcelas pequenas de população nos seus impactos diretos e são bastante dependentes de fatores relativamente controláveis. Existem metodologias bem estabelecidas para avaliar e monitorar o impacto ambiental desses empreendimentos, onde os aspectos de projeto, engenharia e planejamento são passíveis de um alto grau de previsão e controle.
Redação Portal Educação

Tartaruga ganha nadadeiras artificiais no Japão



Yu, uma tartaruga de aproximadamente 25 anos, nada depois de receber um par de nadadeiras artificiais em parque aquático de Kobe, no Japão. Yu perdeu as nadadeiras durante um ataque de tubarão - AFP

Veja as fotos:



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cientistas prendem chip de rádio em mais de mil formigas



Foto:© Changing Views/Universidade de York
 
Cientistas da Universidade de York, no Reino Unido, prenderam chips de rádio em mais de mil formigas de uma espécie de floresta para estudar como elas se comunicam, seu comportamento e o trajeto que fazem entre seus ninhos.

O animal pesquisado é um tipo comum na região norte da Grã-Bretanha. A experiência está sendo realizada em Longshaw, uma área de proteção ambiental inglesa em que é possível encontrar milhares de ninhos deste tipo de formiga e cerca de 50 milhões de espécimes. Os transmissores vão permitir saber como as formigas "falam" com suas colegas em outros ninhos, que são interligadas por uma rede de passagens e possuem centenas de rainhas.
A ideia é reunir o material para fazer o controle das formigas e da floresta em que elas são encontradas. Os radiotransmissores têm cerca de um milímetro de tamanho.
Cada transmissor funciona como um "documento de identidade" para marcar a formiga, afirmou o cientista responsável pelo estudo, o biólogo Samuel Ellis, ao site da Universidade de York. Ele ressaltou que estes insetos formam um sistema "complexo" de vida e possuem um intrincado" método de comunicação, até agora pouco conhecido pela ciência.
Ellis afirmou que a pesquisa é inédita e deve durar três anos, aproximadamente.

Fonte: G1


VOCÊ SABIA?
QUANTO NÉCTAR A ABELHA PRECISA PARA FAZER UM QUILO DE MEL?
Para fazer um quilo de mel, as abelhas precisam coletar o néctar de cerca de 2 milhões de flores.

Fonte: Terra Curiosidades