quinta-feira, 21 de julho de 2016

Dica de Férias - Visite o Tamar


Estudo de telemetria em Sergipe instalou transmissores em 47 tartarugas marinhas

18/07/2016 - O Tamar Sergipe concluiu a instalação dos transmissores em tartarugas marinhas que foram encontradas desovando nas praias de Sergipe. Leia mais. 


O Tamar Sergipe concluiu a instalação de 47 transmissores por satélite em tartarugas marinhas, que foram encontradas desovando nas praias de Sergipe. 41 aparelhos foram instalados em tartarugas-oliva, (Lepidochelys olivacea), espécie predominante nas praias de Sergipe e seis em tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta).
O estudo iniciado em janeiro de 2014, objetiva a identificação de áreas de alimentação e rotas migratórias, além de investigar se há indícios de mudança no comportamento dos animais, associadas à pesquisa sísmica que ocorreu na região. As informações coletadas estão em fase de análise e poderão subsidiar novas recomendações para proteção das espécies, ou ainda, atestar a importância de medidas já vigentes, como os locais e períodos de restrição, definidos na Instrução Normativa conjunta No- 1, de 27 de maio de 2011.
O litoral de Sergipe é caracterizado por ambientes de alta relevância para a biodiversidade, a exemplo dos estuários, fundos lamosos, canais submarinos, além de ser importante área de reprodução de tartarugas marinhas. Considerando apenas a espécie tartaruga-oliva, Sergipe é a mais importante área de reprodução do Brasil, explica o coordenador do Tamar na região, César Coelho.
Dada a relevância ambiental e, considerando as lacunas de conhecimento sobre o comportamento destes quelônios, é necessário definir medidas de segurança, atividade realizada pela Coordenação Geral de Petróleo e Gás do IBAMA. Algumas destas medidas são pautadas a partir do princípio da precaução, para que possíveis impactos sejam minimizados ou mesmo eliminados. Ao aumentar o conhecimento sobre o ciclo dos animais no ambiente marinho, é possível refinar a definição dessas medidas. O monitoramento das tartarugas marinhas por satélite é realizado em parceria com as empresas de pesquisa sísmica Petroleum Geo-Services (PGS) e Spectrum Geo.
   Transmissores - Os transmissores instalados permitem o acompanhamento da rota migratória das tartarugas, assim como a identificação de suas áreas de alimentação. Os aparelhos, utilizados foram os modelos SPOT-293A e F-296A-SPLASH10, fabricados pela Wildlife Computers (www.wildlifecomputers.com). O transmissor SPOT foi utilizado para o registro de apenas a localização dos animais, enquanto que o SPLASH, além da localização, coleta também informações sobre o comportamento de mergulho, com registro de profundidades e duração destes.
A fixação dos aparelhos foi realizada no casco da tartaruga marinha, por meio de cola do tipo epóxi. Monitoramentos pretéritos demonstraram que o material de fixação, após um tempo, desprende-se do casco do animal, sem gerar dano ou prejuízo à tartaruga marinha. Previamente à instalação, o transmissor foi protegido com Propspeed (www.propspeed.com.br). Este revestimento especial previne a incrustação de conchas, cracas ou algas, que reduzem a vida útil do transmissor e por ser livre de metais pesados, não interfere com a transmissão e recepção dos sinais.
Primeiros resultados – atualmente a pesquisa totaliza aproximadamente 2 anos e meio e apenas dois transmissores continuam ativos. Os deslocamentos registrados foram amplos, compreendendo áreas costeiras e oceânicas. Ao longo do litoral do Brasil, as tartarugas se distribuíram desde o Pará até Santa Catarina, percorrendo em média 2000 km até suas áreas de alimentação. Na porção oceânica, tartarugas-oliva cruzaram o Atlântico, até a margem equatorial do continente Africano, com deslocamentos de em média 3700 km, mas alcançando um máximo de até 6000 km. As migrações a depender da distância, duraram cerca de 45 a 90 dias.

Os dois transmissores que ainda permanecem ativos (1 tartaruga-cabeçuda e 1 tartaruga-oliva) têm suas áreas de alimentação na plataforma continental do Rio Grande do Norte. Todo o trajeto percorrido pelos tartarugas monitoradas nesta pesquisa pode ser acompanhada no site Seaturtle.org através dos links:
Fonte: Instituto Tamar

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Anfíbios e Répteis


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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Justiça determina retorno da proteção às espécies aquáticas



Justiça determina retorno da proteção às espécies aquáticas
29/06/2016


Uma notícia animadora para a conservação da fauna brasileira: a Justiça Federal determinou que volta a vigorar a Portaria nº 445 de 2014 do Ministério do Meio Ambiente – também conhecida como a Lista de Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção. A portaria estava suspensa temporariamente, porém, em decisão publicada no último dia 22, a juíza federal Liviane Vasconcelos, do Tribunal Regional Federal (TRF) em Brasília, julgou improcedente o pedido de revogação da lista, que havia sido solicitado por entidades do setor pesqueiro.
Embora a decisão da juíza não finalize o processo, ela garante que as medidas de proteção previstas na Portaria 445 voltem a valer no território brasileiro. “O restabelecimento da Portaria 445 é uma vitória a ser comemorada. É o primeiro passo para garantir a proteção  e recuperação de espécies ameaçadas de extinção. A partir daí, é necessário garantir a fiscalização e o monitoramento dos estoques pesqueiros para que a regra se faça cumprir”, explica Leandra Gonçalves, consultora da Fundação SOS Mata Atlântica.
A diretora geral da ONG Oceana no Brasil, Monica Brick Peres, exemplifica: “vários tubarões e raias, cavalos-marinhos, garoupas e centenas de outras espécies marinhas e de água-doce, absolutamente vitais para os nossos ambientes aquáticos, estavam desprotegidos e correndo o risco de desaparecer”.
Em maio, a Oceana se juntou à Fundação SOS Mata Atlântica e mais de 20 organizações ambientais e sociedades científicas na campanha “Proteja as espécies ameaçadas”, em defesa das centenas de espécies de peixes e invertebrados aquáticos que estão em risco de extinção e há um ano sem nenhum tipo de proteção legal. Uma petição nas redes sociais pede o apoio da sociedade para sensibilizar a Justiça e o Congresso Nacional sobre a importância e urgência de proteger essas espécies. A Fundação SOS Mata Atlântica é parceira da iniciativa.
Fonte: SOS MATA ATLÂNTICA

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Onça morta após passar por revezamento da tocha vira notícia pelo mundo

Onça Juma foi abatida pelo Exército pouco depois de participar do revezamento da tocha olímpica em Manaus

  • Onça Juma foi abatida pelo Exército pouco depois de participar do revezamento da tocha olímpica em Manaus
Um dia após o Exército abater o animal silvestre, o Comitê Organizador da Rio-16 assumiu parcela de culpa no caso e a notícia espalhou-se nos principais sites do mundo.
A morte de Juma foi noticiada em veículos e agências como La Vanguardia, Reuters, Fox Sports (EUA), NBC, TMZ e Los Angeles Times, entre outros.
Reuters destacou que "uma onça amarela e sorridente é a mascote do time olímpico brasileiro" e relembrou que a espécie está em extinção.
A coincidência também foi percebida pelo TMZ e pelo Fox Sports (EUA), que ilustraram as respectivas matérias com uma foto de Juma, a onça abatida, e de Ginga, mascote da delegação brasileira na Rio-16.
Julio César Guimarães/UOL
Publicações lembraram que Ginga, uma onça amarela, será o mascote do Time Brasil na Rio-16
O Los Angeles Times também noticiou a morte de Juma, mas preferiu destacar que a onça-pintada não tinha autorização do Ibama para participar do revezamento da tocha olímpica,conforme adiantou o UOL Esporte.
Por sua vez, o NBC Sports ressaltou o pedido de desculpas do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, que assumiu o erro em permitir que uma onça acorrentada participasse do revezamento da tocha olímpica em Manaus.
Por fim, o T13 classificou a morte como "polêmica" e o La Vanguardia sublinhou a revolta nas redes sociais dos brasileiros, que logo abraçaram a campanha "Justiça para Juma" com abaixo-assinado com mais de 25 mil assinaturas.
Na maioria dos casos, a notícia da morte de Juma não se restringiu às editorias de esporte, ganhando espaço privilegiado em alguns dos principais sites do mundo.

Fonte BOL

terça-feira, 21 de junho de 2016

País é o primeiro do mundo a adotar tal medida

A Noruega se tornou o primeiro país do mundo a se comprometer com o fim desmatamento em todo o território nacional, após decisão do parlamento na primeira semana de junho. Para cumprir com a meta, o governo proibiu o corte de árvores e baniu a compra e a produção de qualquer matéria-prima que contribua para a destruição de florestas no mundo.

Na sessão decisiva, o parlamento também se responsabilizou a encontrar uma maneira de fornecer alguns produtos essenciais, como carne, soja, madeira e óleo de palma, sem causar impactos no ecossistema. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esses quatros produtos são responsáveis por quase metade do desmatamento das florestas tropicais do planeta.
A Noruega é a primeira nação a botar em prática a promessa feita junto à Alemanha e à Grã-Bretanha de promover esforços significativos contra cadeias de produção que gerem corte de árvores, assinada na Cúpula do Clima da ONU, em 2014.
Não é a primeira vez que o país escandinavo toma uma atitude pioneira em favor da proteção do meio ambiente. Segundo a rede CNN, em 2008, a Noruega deu ao Brasil 1 bilhão de dólares (mais de 3 bilhões de reais) para ajudar a combater o desmatamento na Amazônia. Além disso, o país está no processo de restringir as vendas de carros movidos a gasolina até 2025.
Fonte: EcoD

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Restauração Florestal faz aves e onça reaparecerem no interior de SP



Fonte: SOS Mata Atlântica

Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin já comemora os resultados do trabalho de restauração florestal realizado em seu interior. Em cerca de oito anos de atividades de recuperação da vegetação na área,que pertencia a uma antiga fazenda de café, foi constatado o reaparecimento de mais de 200 espécies de aves – incluindo espécies ameaçadas como a curica (Amazona amazonica) e a cabeça-seca (Mycteria americana) – e houve até o registro de uma onça parda caminhando pelo local. Além disso, a oferta de água aumentou, na área de 386 hectares onde ocorre o reflorestamento, evidenciando que a proteção e recuperação da floresta traz benefícios para as espécies e para os serviços ambientais.
  • Na foto-destaque, a cabeça-seca (Mycteria americana), um tipo de cegonha que não era mais vista na região. A imagem é de Marco Silva / Divulgação UFSCar.
Centro 5 anos
Imagem comparativa da Restauração Florestal no Centro: no início e após 5 anos de atividades.
Os resultados foram tema de reportagem no Estadão na Semana do Meio Ambiente (leia a íntegra da matéria), tendo como fonte o gerente de Restauração Florestal da Fundação, Rafael Bitante. Na matéria, também é possível acessar uma galeria de fotos das aves que retornaram ao local.O monitoramento da avifauna é realizado em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no âmbito de um projeto de mestrado (saiba mais).
A Fundação SOS Mata Atlântica atua há mais de 15 anos com restauração florestal, contabilizando neste período o plantio de mais de 36 milhões de mudas, um trabalho de referência no Brasil.
Desde 2007, 0 Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin sedia este trabalho. O local conta com um viveiro apto a produzir, anualmente, 750 mil mudas de 110 espécies diferentes da Mata Atlântica. O Centro, que também abriga atividades acadêmicas em parceria com universidades e ações de educação ambiental, já recebeu 32 mil visitantes e apoiou 26 projetos de pesquisa.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Educação Financeira para Biólogos



















Muda a presidência do Ibama


Brasília (03/06/2016) – A urbanista, advogada e doutora em Ciência Política Suely Araújo assumiu nesta sexta-feira (3/6) a presidência do Ibama, em cerimônia de posse realizada no gabinete do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.
Suely é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB) e em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Doutora em Ciência Política pela UnB, recebeu menção honrosa do Prêmio Capes por sua tese de doutorado, “Política ambiental no Brasil no período de 1992/2012: um estudo comparado das agendas verde e marrom”. O trabalho também foi homenageado em concurso da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs).
Suely atua desde 1991 como consultora legislativa da Câmara dos Deputados nas áreas de meio ambiente e direito ambiental, urbanismo e direito urbanístico. Autora de diversas publicações sobre os temas, a nova presidente do Ibama é professora voluntária da UnB desde 2010, nos cursos de graduação em Ciência Política e Gestão de Políticas Públicas. Já publicou estudos sobre Licenciamento Ambiental, Política Nacional de Resíduos Sólidos e Proteção à Biodiversidade, entre outros.
Assessoria de Comunicação do Ibama
imprensa@ibama.gov.br
(61) 3316-1015
Foto: MMA

Fonte: IBAMA

O Blog "Biologia - Estudo da Vida" espera que com essa nova gestão o IBAMA passe a priorizar a contratação de profissionais da área, fazendo seus concursos apenas para a concorrência de Biólogos, Engenheiros Florestais, Gestores Ambientais, etc... 

Curso: 9º CURSO DE TARTARUGAS MARINHAS no IBIMM



CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (Teórico e Prático) - Anatomia e analise de conteúdo estomacal; - Simulação de Ninhos;- - Identificação de espécies e identificação individual; - Avaliação externa e interna (necropsia); - Aspectos anatômicos, fisiológicos e patológicos; - Morfologia (com esqueletos, animais taxidermizados, conservados, dissecados); -Biometria e Microchipagem; - Origem e Evolução; -Ciclo de Vida; -Reprodução; -História de Vida; -Importância Ecológica; -Ameaças Naturais; -Ameaças de origem Antrópica; - Conservação; -Educação Ambiental; -Projetos sobre Tartarugas no Brasil; -Projetos de Conservação de Tartarugas Marinhas na América Latina e no Mundo ; DOCENTES PESQUISADORES (do Projeto SOS Tartarugas Marinhas - ICMBio/SISBIO 50132-1): Prof. Edris Queiroz e Prof. Thiago Malpighi. Dentre as atividades do Projeto SOS Tartarugas Marinhas, a realização do curso destaca-se como uma das ações de educação ambiental, formando agentes multiplicadores do conhecimento sobre esses incríveis animais que frequentam nossas águas e motivando os profissionais e futuros profissionais que contribuirão para conservação das tartarugas marinhas. PROCEDIMENTOS PARA INSCRIÇÃO: Enviar, juntamente com o comprovante de pagamento, Nome completo, RG, telefone e formação acadêmica para contatobiologia@ibimm.org.br DADOS PARA PAGAMENTO: Caixa econômica federal ag. 0250 - conta corrente - 3245-4 - natureza da operação.003 Favorecido - Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente cnpj.10.795.875/0001-80 CANCELAMENTOS E DEVOLUÇÕES: só serão aceitos até 20 dias antes do início do curso.
DOCENTES PESQUISADORES: Prof. MsC Edris Queiroz e Prof. Biólogo Thiago Malpighi (Pesquisadores do Projeto SOS Tartarugas Marinhas)

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Tamanduá Day - 29 de novembro

Dia do Tamanduá (29/11) relembra a importância da conservação da espécie
30/10/2015


Uma ação para sensibilizar sobre os tamanduás, os desafios para a sua sobrevivência e a importância da conservação da espécie. Este é o #‎TamanduaDay‬ – Dia Mundial do Tamanduá, uma iniciativa do Instituto Jurumi e do Projeto Tamanduá Brasil, com apoio da IUCN/SSC Anteater, Sloth and Armadillo Specialist Group. O evento é celebrado no dia 29 de novembro, porém a campanha fica ativa durante todo o ano, compartilhando conhecimento sobre as espécies, e convidando organizações e pessoas a divulgarem a iniciativa e a promoverem suas próprias ações em defesa dos tamanduás.
Participe! Informações no site br.tamanduaday.org e no facebook /worldtamanduaday.


tamandua day 2


- See more at: https://www.sosma.org.br/blog/dia-tamandua-2911-relembra-importancia-da-conservacao-da-especie/#sthash.D7rlWRQN.dpuf

Nova revista Aquarista Junior





























NOVIDADES...
  • Saiu a revista Aquarista Junior 166... Veja a capa em anexo
  • Veja a nossa NOVA Lista de Publicações Aquarista Junior... veja no anexo SHOP 2016
  • Veja a LISTA de CURSOS 2015...
Confira...
A leitura agrega conhecimentos e cria aquaristas de sucesso.
 
Abraços,
Marcus Marques da Silva
REVISTA AQUARISTA JUNIOR
 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

USP oferece curso de verão gratuito sobre zoologia



REDAÇÃO EM 
Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) está com inscrições abertas até o dia 27 de setembro para o curso de verão em zoologia. São 40 vagas disponíveis, voltadas para estudantes de qualquer universidade brasileira.
Podem se inscrever alunos graduandos e recém-graduados em biologia e áreas afins. Além disso, vagas adicionais serão oferecidas aos professores do estado de São Paulo, que participarão das atividades da primeira semana do curso.
Reprodução
Reprodução
Os selecionados serão avisados por e-mail
O curso de extensão é presencial e tem 80 horas de duração. As aulas vão acontecer entre os dias 18 e 29 de janeiro de 2016, de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, nas dependências do Centro Didático do Instituto Biociências - Rua do Matão, travessa 14, na Cidade Universitária.
Para se inscrever, acesse aqui. É preciso preencher os dados pessoais, histórico acadêmico e enviar uma carta de intenção. Na carta, o interessado deve escrever porque deseja participar do curso. Os selecionados serão avisados por e-mail.
O curso de verão em zoologia tem por objetivo ensinar aos participantes conceitos fundamentais em biologia comparada através de mini-cursos teórico-práticos e informar sobre algumas das ferramentas utilizadas em pesquisa em zoologia.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Biosfera









O termo Biosfera começou a ser empregado por volta de 1920. A palavra é formada por Bio = vida e esfera = camada, espaço, esfera; sendo assim, a biosfera é o espaço que possui vida na Terra.

Crédito: Sunny studio / Shutterstock.com
Crédito: Sunny studio / Shutterstock.com
Esse termo está relacionado aos componentes abióticos do nosso planeta que são:

Hidrosfera: espaço ocupado por água (hidro). Os oceanos, mares, lagos e rios ocupam ¾ da Terra. Abaixo do solo temos os lençóis freáticos que estão localizados desde poucos a milhares de metros subterrâneos.

Litosfera: espaço formado por solo, rochas (litos). É formada por uma grande variedade de rochas que em sua maioria está coberta por solo e outros depósitos de sedimentação.

Atmosfera: espaço formado por gás (atmos). É constituída por nitrogênio  (78%), oxigênio (21%), gás carbônico (0,03%), gases nobres e vapor d´água.

O conjunto desses componentes com os seres vivos é que forma a biosfera.
A biosfera compreende desde o topo das mais altas montanhas até as profundezas dos oceanos, ela é delimitada de acordo com a presença de seres vivos.
O limite superior da Biosfera está em torno de 7000m e seu limite inferior em 11.000m, totalizando uma faixa de, aproximadamente, 18 Km.
A maioria dos seres vivos terrestres se encontra até 5000m acima do nível do mar e nos oceanos, algumas bactérias, já foram encontradas a mais de 9000m de profundidade, sendo que também a maioria se encontra até 150m de profundidade.
A diversidade de características que existe nesses ambientes se traduz na diversidade de espécies e na quantidade de seres vivos que habitam determinadas regiões. Por exemplo, nos extremos superior e inferior da biosfera, poucos seres vivos conseguem viver. As condições ambientais mais favoráveis estão nos limites intermediários dessa faixa.
Devido a essa interação entre seres vivos e biótopo da biosfera, percebemos que essa camada de nosso planeta é modificada o tempo todo, tornando-a um espaço heterogêneo.
Com a atuante presença do homem no ambiente e muitas vezes de maneira transformadora, a fragilidade da Biosfera se evidencia, entretanto, essa faixa também se mostra auto-reguladora, dinâmica, capaz de resistir, ao menos dentro de certos limites, às modificações do meio ambiente.
Como esses limites vêm sendo extrapolados ao longo das últimas décadas e as conseqüências têm sido desastrosas para os diferentes ecossistemas de nosso planeta, a UNESCO em 1970, lançou o “Programa Homem e Biosfera”, que consiste em designar áreas em diferentes regiões do planeta para serem preservadas, estudadas e se tornarem ecologicamente sustentáveis. Essas áreas são denominadas “Reservas da Biosfera”.
Em 1992, a Mata Atlântica foi nomeada pela UNESCO a primeira Reserva da Biosfera brasileira, com cerca de 100.000 km² (uma pequena fração do que a Mata foi originalmente).

Por Selmi Vianna Cintra

Fontes
* Conceitos de Biologia – Amabis e Martho – vol 3 – Genética, evolução e ecologia
* Figura foi retirada do mesmo livro didático – página 171
* http://www.unesco.org.br/

Bioinformática



A bioinformática permite a elucidação de dados biológicos
A Bioinformática é uma ciência multidisciplinar que surgiu da necessidade de se compreender as funções biológicas, mais especificamente os genes. A engenharia de softwares, a matemática, a física, a química, a estatística, a ciência da computação e a biologia molecular são algumas áreas do conhecimento relacionadas a ela.
Essa ciência é responsável por armazenar e relacionar dados biológicos, com o auxílio de métodos computacionais e algoritmos matemáticos. Assim, reconhece padrões que provavelmente seriam impossíveis de serem analisados sem tal ajuda.
Um bioinformata, além de dominar conhecimentos específicos da Biologia, como a Biologia Molecular, deve ser capaz de desenvolver programas e também utilizar aqueles que não foram feitos por ele. A linguagem de programação amplamente adotada por esses profissionais é a PERL (Practical Extract and Report Language).
Prever estruturas e resultados, estudar e simular o metabolismo de células, construir árvores evolutivas, estudar estruturas tridimensionais de moléculas, analisar imagens e sinais biológicos, e até mesmo desvendar a função biológica de determinada sequência de DNA, são algumas atividades que a bioinformática possibilita. O armazenamento de informações em um banco de dados permite que pesquisadores de todo o mundo compartilhem informações, sendo o GenBank um dos mais conhecidos e completos.

Por Mariana Araguaia - Graduada em Biologia

Fonte: Brasil Escola

Brasil aumenta emissões de CO² em 5,5%, aponta índice da PwC


por Redação do EcoD
emissoes ecod Brasil aumenta emissões de CO² em 5,5%, aponta índice da PwC
A emissão global de CO² retraiu apenas 1,2% entre 2012 e 2013. Foto: Ian Britton

A PwC lançou, na última semana, o 6º índice anual Low Carbon Economy Index 2014. O indicador compila desempenho global, por grupos (G7 e E7), das principais economias do planeta e avalia o grau de “carbonização econômica” – em relação à dependência, controle e redução de emissão de gases estufa para cumprimento das metas contra o aquecimento global.
Os resultados mostram que entre 2012 e 2013, apesar da meta conjunta para a redução das emissões em 6%, a emissão global de CO² retraiu apenas 1,2%. Tal resultado pressiona o desempenho projetado para os próximos anos, quando a redução deve atingir 6,2% por ano, até 2100, para que o aquecimento global não ultrapasse em 2ºC os níveis de temperatura da era pré-industrial.
O Brasil elevou a emissão de CO² no período em 5,5%, ainda assim é o país que apresenta a menor intensidade (na relação tCO²/2013$m) entre os países avaliados. A Austrália registrou a maior redução de emissões (- 7,2%). Outro destaque fica por conta da China – campeã mundial nesse quesito – que diminuiu em 4% a quantidade de gases emitidos.
* Publicado originalmente no site EcoD.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Brasil conquista quatro medalhas em olimpíada de biologia



Da Agência Fapesp

Divulgação
Delegação brasileira conquistou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronzeDelegação brasileira conquistou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze

A delegação brasileira conquistou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze na Olimpíada Ibero-Americana de Biologia, Oiab 2014, realizada entre 7 e 13 de setembro no México. Foi o melhor resultado do Brasil na história da competição.
A estudante Leticia Pereira de Souza, do Ceará, ficou com a medalha de ouro. Gabriel Guedes, de São Paulo, e Ana Luiza Smith, da Bahia, conquistaram a de prata; e Mario Anderson, também do Ceará, ficou com a de bronze.
Antes de viajar, a equipe participou de um treinamento intensivo com professores das Uerj (Universidades do Estado do Rio de Janeiro), da UFF (Universidade Federal Fluminense) e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Eles tiveram aulas teóricas e práticas de bioquímica, biotecnologia, microscopia, ecologia, genética, histologia vegetal e dissecção de vertebrados e invertebrados.
Durante a programação da Oiab, os jovens participaram de duas provas teóricas e uma prática, seguindo o modelo da olimpíada internacional.
Além da preparação promovida pelas universidades, a delegação contou com o apoio do CRBIO-02 (Conselho Federal de Biologia, do Conselho Regional de Biologia), do Instituto Butantan, do Instituto de Tecnologia ORT, da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da empresa Catalita Soluções.
A próxima Oiab será realizada em 2015 em El Salvador. Para participar, o aluno deve antes competir na OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia). Podem se inscrever jovens de no máximo 19 anos, que estejam cursando o ensino médio ou que já concluíram, mas ainda não se matricularam em uma instituição de ensino superior.
Leia mais em: http://zip.net/bxpDXz

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dinossauros mecanizados transformam zoológico de SP em 'Jurassic Park'


  • Junior Lago/UOL
    Réplica animatrônica de Tyrannossaurus rex que faz parte da exposição "O Mundo dos Dinossauros", no Zoológico de São Paulo
    Réplica animatrônica de Tyrannossaurus rex que faz parte da exposição "O Mundo dos Dinossauros", no Zoológico de São Paulo
Entre a copa das árvores, répteis gigantes se movimentam e emitem grunhidos em meio à fumaça que emana de um vulcão em erupção. A descrição se encaixaria em qualquer um dos filmes da franquia 'Jurassic Park', aquela que o diretor norte-americano Steven Spielberg estreou em 1993 --mas o parque jurássico agora fica em São Paulo. Quem visitar o Parque Zoológico de São Paulo no bairro da Água Funda, na zona sul da capital paulista, a partir desta quarta-feira (10), poderá caminhar entre réplicas de dinossauros de tamanho real, que se mexem e emitem sons, além de conhecer mais sobre esses animais extintos há 65 milhões de anos e que ainda hoje despertam a curiosidade de crianças e adultos.
A exposição "O Mundo dos Dinossauros" é a primeira desse porte a ser realizada em um ambiente externo no Brasil, em uma porção de 3.000 metros quadrados da Mata Atlântica. Os 20 dinossauros animatrônicos –tecnologia que utiliza mecânica e robótica para dar vida a bonecos, comumente usada no cinema– dividem espaço com espécies de aves, macacos e preguiças que vivem soltos no zoológico. A mostra ainda conta com réplicas de fósseis de diferentes espécies de dinossauros, que habitaram a Terra entre os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo, todos da era Mesozoica.
O mais alto deles é o Tyrannosaurus rex, que mede 18 metros de altura e tem o grunhido mais alto da mostra. "O nosso tem 18 metros, mas o animal chegava a ter um pouco menos: 13 metros", admite o paleontólogo da exposição, Bruno Navarro. "O mais comprido é o Apatossaurus, que tem 22 metros de comprimento e 12 metros de altura". Segundo Navarro, a mostra traz espécies descobertas em todo globo terrestre. "Selecionamos os mais representativos, as espécies mais conhecidas do público", diz.
Junior Lago/UOL
Angaturama limai é uma das 22 espécies de dinossauros descoberta no Brasil
O mais conhecido é, sem dúvida, o norte-americano Tyrannossaurus rex. Mas o Brasil também está representado na mostra, através da réplica do Angaturama limai, espécie de dinossauro descrita em 1996. Os restos mortais do animal brasileiro foram descobertos na Chapada do Araripe, no Ceará, e o seu nome deriva do tupi, que quer dizer "nobre". Ele media até cinco metros de altura e oito de comprimento, chegava a pesar três toneladas e viveu há 105 milhões de anos, durante o período Cretáceo.
"O Brasil possui 22 espécies de dinossauros descobertas, mas elas são pouco conhecidas. Aqui na exposição há duas espécies da América do Sul, o Angaturama limai, que é brasileira, e oAmargassaurus, argentino [herbívoro quadrúpede que viveu do Jurássico até o Cretáceo]", explica Navarro. As espécies brasileiras foram descobertas no Rio Grande do Sul, São Paulo, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso e, segundo o palentólogo, existiram nos períodos Triássico e Cretáceo. "Temos dinossauros mais velhos, de 225 milhões de anos, e mais recentes, do último período. Não tivemos dinossauros no período Jurássico, só encontramos pegadas deles porque aqui em São Paulo existia um grande deserto, onde viviam animais muito pequenos".
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Répteis gigantes transformam zoológico de São Paulo em 'Jurassic Park'19 fotos

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O Tiranossauro (Tyrannosaurus rex) está entre as espécies mais conhecidas de dinossauro e é uma das estrelas da exposição interativa "O Mundo dos Dinossauros", no Zoológico de São Paulo. Ele foi um carnívoro bípede que viveu no período Cretáceo, há aproximadamente 65 milhões de anos, na América do Norte. O pescoço do Tiranossauro era muito musculoso para suportar o peso de sua cabeça Leia mais Junior Lago/UOL
Foram necessários quatro meses para que os técnicos da D32 Eventos, empresa responsável pela realização da exposição, montassem toda a mostra, que ainda conta com um cinema em 4D. "Nós realizamos há um ano e meio essa exposição em shoppings em São Paulo, sempre apostando no realismo da proposta. Trouxemos a ideia e a tecnologia que já estão presentes em zoológicos da Europa, mas essa é a primeira vez que a montamos em um ambiente externo, de mata", conta um dos sócios da D32 Eventos, Doni Marangon –que foi goleiro dos clubes Corinthians, Santos, Liverpool e se aposentou em 2012.
O Parque Zoológico de São Paulo contratou a D32 Eventos através de processo licitatório aberto em fevereiro deste ano. "Vimos a exposição nos shoppings e pensamos que seria uma boa ideia trazer esse tipo de mostra para dentro do zoológico, em meio à Mata Atlântica. Lançamos o edital e agora estamos realizando a exposição. O projeto tem uma proposta bastante didática e as escolas poderão trazer seus alunos para fazer aulas sobre esse assunto que tanto interessa às crianças", afirma Roberto Nappo, diretor de Relações com o Mercado do Parque Zoológico de São Paulo. Segundo ele, o zoológico recebe em média 1,5 milhão de visitantes por ano. "Só no fim de semana passado recebemos mais de 18 mil pessoas. Às quintas e sextas, dias úteis mais movimentados, chegamos a receber a visita de até 12 escolas", diz.
Para quem planeja correr até a instituição, ele dá um último aviso: a exposição com dinossauros animatrônicos ficará em cartaz durante cinco anos --um período considerável para os humanos, mas infinitesimal se comparado ao tempo em que esses répteis habitavam a Terra. 

 

O Parque Zoológico de São Paulo tem 900 mil metros quadrados de área e mais de 3.000 espécies de animais, muitas delas ameaçadas de extinção.

Serviço:

Parque Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estefano, 4.241, Água Funda, São Paulo (SP). Informações: (11) 5073.0811. Segunda a domingo, das 9h às 17h. Preço: Exposição + zoológico: R$ 27, para pessoas acima de 12 anos; exposição + zoológico: R$ 13,50, para crianças entre 5 e 12 anos; exposição: R$ 10, para pessoas acima de 12 anos; exposição: R$ 5, para crianças entre 5 e 12 anos. Livre.
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